terça-feira, 17 de abril de 2012

Closing...

Bom, pensei muito e acho que vou parar com o blog. Não vou fechar, pelo menos por enquanto, pois uso muito o blog roll ali do lado para acompanhar os blogs queridos. Mas não vou mais postar.

Sem querer dar uma de coitadinha, mas não acho que vá fazer muita falta rsrs. Não tenho muitos leitores, mas esse nunca foi o objetivo mesmo...

Enfim, acho que esse blog aqui não funcionou. E não é o primeiro que abro. É que eu sou assim mesmo, inconstante, rebelde com rotinas e regularidades. E o blog deveria receber postagens regularmente. Ou não. Sei que não é obrigação minha postar com frequência, afinal, isso aqui é estritamente pessoal, não é fonte de renda nem nada. Mas, ao mesmo tempo que não consigo postar regularmente, me agonio com o "abandono" do blog. Eu sei. Sou louca. Mas fazer o que né?! rsrs

Talvez, um dia eu abra m outro blog. Acho que não gostei dessa experiência do pseudônimo não. Me sinto estranha, me sinto uma fraude. Mesmo eu tendo deixado bem claro ali na descrição do perfil que é um pseudônimo, sei lá, não me sinto bem com isso.

Mas também não curto a ideia do blog mais exposto. Com fotos, vídeos, detalhes da minha vida, de onde vivo, o que faço, de onde vim e para onde vou. rsrs. Já tive essa experiência e não gostei. Fechei também. Enquanto sou só eu, nem vejo tanto problema. Mas depois, com a chegada do baby, não sei se gostaria de expor a cria assim. Afinal, é um outro indivíduo e, por mais que esteja sob minha tutela, não me sinto no direito de sair divulgando para meio mundo tudo sobre esse ser.

Sinceramente, tento me colocar no lugar dessa pessoa. Acho que se hoje eu tivesse a oportunidade de ler um blog sobre mim feito pela minha mãe, não sei se eu iria gostar. Claro que algumas coisas iam ser bem legais, ver algumas fotos, saber de algumas peripécias, alguma coisinha boba do dia a dia que ela já se esqueceu. Mas tipo, eu não gostaria de ler sobre o quanto minha chegada afetou o casamento dela! Sobre o quanto a vida sexual dela ficou um lixo. Ou sobre a culpa que sentiu por ter de largar o trabalho porque sua filhota não ficava com absolutamente ninguém. Ou sobre suas reclamações sobre o quanto seus seios ficaram horrendos após amamentar duas filhas por dois anos cada (ok, isso ela fala até hoje rsrs só falta me pedir para pagar as próteses de silicone pra "ajeitar" a coisa).

Bom, acho que deu pra entender. Sei lá, acho meio estranho tudo isso. Toda vez que penso nesse assunto me vejo confusa. Quero fazer um blog sobre as tentativas, a gravidez, o nascimento, a criação do meu filho(a). Não quero me expor demais, mas também acho que vai ficar muito chato se for só texto. Tem situações que pedem uma imagem, um vídeo. Daí pensei em fazer um diário offline mesmo, num programa chamado One Note, uma coisa só minha, salva no meu computador. Mas e a interação com as outras mães? Isso é muito rico! E quando eu tiver uma dúvida sobre alguma doencinha, comportamento, alimento, sobre qualquer coisa, vou postar no meu diário forever alone e quem vai me ajudar?! Aff, acho que isso seria solitário demais... Daí pensei em fazer um blog aberto pra interagir com a galera e fazer um outro privado só com as coisas mais "expositivas" tipo foto, vídeo... mas sei lá, isso daria certo? Se mal consigo manter um blog, vou conseguir manter dois? E dá pra confiar que as pessoas "convidadas" para o blog privado são reais? Não são pessoas más disfarçadas? ahuahauhau já deu pra notar que sou mesmo louca.

Então, enquanto não resolvo esse maldito dilema interno, é melhor ficar sem blog. Portanto, isso é um adeus.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

She loves dancing

Coisa márfofa!!! Dá pra ver que é um talento nato mesmo, ela dança com todo o prazer do mundo!

Espero que curtam.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sumiço

Meu sumiço deve continuar mais um pouquinho... estou com a cabeça à mil, super confusa principalmente no quesito filhos.

Preciso colocar a cabeça no lugar, organizar meus pensamentos, planos, sonhos, metas etc...

A ideia era me afastar completamente por tempo indeterminado mas, como não sou de ferro, de uns dias para cá estou entrando nos blogs que acompanho para ter notícias das criança tudo. =D

O fato é que estou passando por um momento meio tenso de transformação, de crescimento. E como toda mãe sabe, crescer dói. E tá doendo demais. Mas está sendo necessário. Super necessário para me transformar na mulher certa para receber a cria de braços e peito aberto.

Quando possível, passo aqui para registrar todo esse turbilhão que atravesso no momento. Mas acho que, ao final, depois que eu já estiver fora do "olho do furacão", será muito mais fácil analisar e escrever sobre. Disso tudo sairá uma bela reflexão, muitas lições aprendidas e uma mulher renovada.

Sds,
Laila

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Nota mental: não fantasiar

Desde muito novinha que eu fantasio muito, à respeito de tudo. Sempre idealizei muito as coisas. Isso em alguns momentos é uma qualidade pois, ao passo que idealizo, vou planejando, criando planilhas, ideias... pois é, minha idealização é um pouquinho racional, apesar de romântica rsrsrs. Mas, muitas vezes ela é minha vilã. Faz com que eu sonhe demais e aí já sabe né, quanto mais alto o voo, maior o tombo. É muito chato ficar idealizando cada detalhezinho de tudo quanto é coisa, por mais boba que pareça, e depois amargar uma frustração ou decepção porque aquilo não se realizou.

É claro que esse meu "aplicativo" já me trouxe muitos benefícios. Por causa dos meus sonhos desvairados de adolescente, que jurava que iria sair de casa aos 18 anos, foi que eu consegui essa façanha. Sonhei sim, mas também tracei metas, poupei grana, entrei na universidade, arrumei um estágio e ufa, arrumei meu cantinho. Foi maravilhoso ver todos aqueles planos de anos sair do papel. Eram planos minuciosos com planilhas determinando cada item que eu iria comprar para a casa nova: de talheres e vasilhas aos móveis e eletrodomésticos. Até hoje me delicio e me orgulho disso, e sou grata a Deus e à minha determinação por essa conquista tão importante e tão desejada.

O problema é que, quando o assunto é ser mãe, a idealização também existe e vai longe, muito longe. Acho que, automaticamente, após a minha "grande conquista" de adquirir minha independência eu já pensei no "próximo passo" que, na minha cabecinha, é a maternidade. Só que, nessa idealização materna o nível de razão é bem menor e o nível de "viagem na maionese" beeeem maior. Sonho desde 2008 com todo esse mundo materno e, é bem difícil para um pessoa (infelizmente) ansiosa e imediatista como eu manter um sonho como este apenas no papel e na mente por tantos anos. É doloroso e frustante ver que todo o "aparato" de que eu preciso para receber meu rebento parece nunca ficar pronto! Tal estrutura engloba um salário melhor (principalmente para o marido), terminar a facul e encontrar um apê maior pois o nosso atual é super minúsculo (eu já nem ligo mais que seja um apê alugado sabe, as coisas andam tão caras e burocráticas que, seu for esperar ter casa própria para ser mãe, vou parir com uns 50 anos! rs).

Mas porque toda essa "preparação" me dói, me fere, me é tão sofrida? Eu descobri a resposta depois de tanto "bater cabeça" por aí. Esperar é doloroso porque, para mim, essa espera não se justifica. Eu não acredito no poder e na eficácia disso, sabe? Se eu acreditasse piamente que esperar ter uma super renda mensal, estar com carro na garagem e apê espaçoso fossem parâmetros para garantir uma vida feliz em família, eu esperaria com tranquilidade porque eu estaria fazendo algo com o que concordo! Porém, eu não sou assim! Eu sou mais sensibilidade e instinto! Portanto, por mais que eu tente, eu nunca vou conseguir mudar o fato de que, para mim, o que eu preciso para ser mãe é o que eu já tenho dentro de mim e não o que o nosso mundo capitalista dita!!! No meu íntimo isso grita e é mais forte que eu. Grita me dizendo que o que eu preciso dar ao meu filho é amor, carinho, proteção, verdade, leite, pele, calor, compreensão! Sei que parece loucura mas, dinheiro, status, empregão, carrão, ficam em últimos lugares na minha lista, se é que entram nela!

Sei que vivemos em sociedade e num sistema capitalista e que muitas coisas importantes custam dinheiro. Sei que conforto e qualidade de vida, mesmo que do nível mais básico, também custam dinheiro. Educação, saúde, lazer e etc, custam (e às vezes, MUITO) dinheiro! Mas é irracional, é emoção pura esse meu desejo latente de ser mãe. Talvez tenha um ponta de participação das minhas facetas imediatista e ansiosa, sim. Mas é dureza viver com isso, parece que me falta um pedaço que nunca foi meu. Parece que sinto falta de um membro que nunca tive. E é a esse meu futuro(a) filho(a) que dedico um trecho de uma música do Renato Russo que não poderia definir melhor o que é essa espera toda para mim:

"E é só você que tem a cura do meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi." Índios - Legião Urbana.

Beijocas

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Plantão extraordinário

Não poderia deixar de passar aqui para registrar minha imensa alegria pelos últimos acontecimentos da minha vida. Na quinta-feira, logo após aquele post reclamão, eu recebi uma ligação com uma notícia muito boa!!! Meu amore, meu maridex lindo fora aprovado em uma das seleções de trabalho!!! É temporário, só até o fim do ano, mas é uma notícia maravilhosa pois paga muito bem, mais que o dobro da miséria que ele recebe atualmente! Portanto, temos esse ano inteirinho para nos organizar e fazer um pé de meia. Já decidimos que não vamos aloprar e sair gastando aos tubos com besteiras só porque a renda aumentou. Vamos manter nosso atual padrão de vida e ir colocando esse "extra" na poupança. Até o final do ano, teremos uma quantia razoável para nos dar uma certa segurança para emergências e para o enxoval do nosso futuro rebento!

No decorrer do ano ele vai fazer diversas provas para os concursos que forem aparecendo e vai se candidatar à vagas no setor privado também, é claro. Ao término desse trabalho temporário, ele já estará formado e daí as chances de conseguir uma oportunidade boa e com bom salário, são maiores!

Ai fiquei tão feliz e agradeci tanto a Deus por me mostrar que, no tempo certo, as coisas vão entrando nos eixos. Pedi perdão por ter sido tão impaciente e resmungona ao invés de dar valor ao que tinha naquele momento e tendo fé de que o futuro traria bons frutos, afinal, estamos trabalhando duro no cultivo!

Sobre a minha "novela" do estágio supervisionado, na quinta-feira mesmo eu consegui falar com a prof. e cheguei a achar que essa saga estava perto do fim. Mas parece que me enganei mais uma vez. O tal e-mail que ele prometeu me passar não veio até hoje. Pelo menos eu já sei a quem recorrer lá dentro da universidade no caso dela não me dar nenhum retorno até quarta-feira (prazo que ela havia dado para estar tudo resolvido). Mas, à exemplo do caso do meu maridex, não vou desistir muito menos desanimar pois tenho que ter fé (e correr atrás também né, porque esperar sentada não vai resolver meeeesmo rs).

Enfim, as grandes novidades são somente essas mesmo. Ontem fui à praia com meu amore e minha irmã e foi bem legal. Fez um tempo gostoso e a água estava deliciosamente gelada. Nosso esquema de praia é um pouco diferente. Como não gostamos de tumulto, a gente sai de casa bem cedo, tipo antes das oito da manhã, pega o ônibus vazio (maravilha! coisa impossível depois das 10h) e chega na praia bem tranquilamente, com espaço de sobra da areia, pra escolher e se esticar à vontade. Daí, quando vai dando umas onze horas, o caos começa a querer se instalar rsrs. Começa a chegar muuuuuuuuuuiiiita gente na praia, começa a ficar muito apertado, tanto na areia quanto na água! Então, antes do meio-dia a gente já está levantando acampamento, afinal, já curtimos quase 4 horas de praia, para mim é mais do que suficiente. Nunca curti passar praticamente o dia inteiro na praia, tipo oito, dez horas seguidas, e só ir embora com o sol já indo embora e a noite nos "expulsando". Gosto de chegar na tranquilidade, ficar bem acomodada, pegar o horário do "sol saudável" e aproveito muuuuuuuuito desse jeito. Acho que quando eu tiver filhos não terei nenhuma dificuldade, pois esse esquema mais light de praia é ideal para os pequenos!

Enfim, isso é tudo.

Beijosssssss

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Tirando a poeira

Pois é, como em quase tudo que eu começo, passado o período de novidade, vai ficando um pouquinho abandonado. E com o blog não seria diferente! Mas eu prefiro que seja assim. Prefiro vir até aqui para postar quando realmente estiver afim, quando realmente tiver algo pra falar... Meu objetivo não é atrair leitores, nem fazer disso uma fonte de renda. Portanto, não tenho nenhum compromisso com a regularidade das postagens.

Está tudo mais ou menos na mesma. Estou chateada com o negócio do estágio supervisionado porque não consigo começar a estagiar porque a cretina da coordenadora de estágio lá da faculdade está me enrolando! Ela precisa me passar um raio de um número de seguro que todo aluno tem por lei. Sem esse número, a instituição aonde irei estagiar não redige o termo de compromisso (contrato) e, sem isso, não posso começar o estágio! Aff... é muita burrocracia sabe... O raio da instituição também nem pra facilitar, quase nenhuma empresa pede esse número para incluir no contrato, é muito raro isso. E justo eles, justo na minha situação desesperadora, eu fui arrumar um estágio aonde precisa do número do seguro! Affffff!!! E a vaca da mulher não responde aos meus e-mails! Já mandei três e-mails, já falei com ela pessoalmente na 2ª feira e ela teve o descaramento de me dizer que ia mandar no dia seguinte (terça-feira). Cadê? Estou esperando até hoje! E o pior, HOJE essa mulher entra de férias! Ou seja, se ela não me responde HOJE, eu vou ficar sem estágio, porque esperar até fevereiro não dá! Não vou conseguir cumprir as 60 horas só em duas semanas! Ai meu pai amado, tá difícil sabe, eu to tentando, mas tá muuuuuuito difícil...

Tirando esse "detalhe", está tudo ótimo. Aqui no meu trabalho está tudo tranquilo, estou conseguindo executar minhas atividades direitinho, organizei um esquema de trabalho e não estou mais deixando acumular serviço, está tudo em ordem! Estou muito feliz pois estou tendo um entrosamento maior com a equipe. Quem não me conhece pode achar isso estranho, mas é que sou muito tímida sabe, as vezes até meio "antissocial" (no bom sentido, é que sou muito fechada), e só agora, com quase 4 anos de empresa é que estou me sentindo mais à vontade sabe, estou "em casa" (dentro dos limites que um ambiente de trabalho permite, é claro! rs). E está sendo muito bacana pois está havendo um reconhecimento sabe, o pessoal cada vez mais demonstra o quanto eles precisam (e não dependem) de mim, do meu serviço, do meu conhecimento para apoiar as atividades deles. Ainda mais agora, com um certo tempo de empresa, eu já estou mais ágil né, já conheço melhor o funcionamento das coisas aqui, o que só ajuda! Ai, eu adoro essa área de secretariado sabe, acho que está relacionado ao meu lado maternal também, de gostar de cuidar das coisas, das pessoas, organizar tudo, sabe... eu acho muito legal! Pretendo buscar especializações nessa área...

No sábado passado retornei ao curso de inglês, após o recesso de fim de ano. Foi legalzinho, continuo um pouco desestimulada porque as turmas são muito fraquinhas. Eu gosto do método, gosto dos professores, mas, eu não sei porque, os alunos acabam me prejudicando... Estou falando numa boa, não estou querendo me gabar nem desmerecer ninguém mas, toda vez que estamos sozinhos, só eu e o professor, a aula é maravilhosa, ele segue no meu ritmo, geralmente terminamos o conteúdo antes do tempo e depois ficamos só conversando para praticar. Mas quando tem outros alunos, a aula segue lenta, eles não entendem 90% do que o professor fala, tudo tem que repetir umas 50 vezes, a pronúncia na maioria das vezes é terrível, enfim, é desgastante pra mim pois acabo tendo que seguir num ritmo de tartaruga enquanto já posso correr feito lebre. A questão é que não preciso mudar de nível, as coisas que estou vendo no nível atual realmente são novidade para mim e também acabo adquirindo muito vocabulário, o que é excelente, o problema é que pego o conteúdo muito rápido, muito rápido mesmo, daí tenho que ficar lá na linha de chegada esperando o resto da turma. Mesmo eu mudando para um horário bem "vazio", para aumentar as chances de ficar só eu e o professor, sempre aparecem pessoas que não são daquele horário, querendo repor aulas que perderam. Aí fica complicado sabe. Mas vou ter um pouquinho mais de paciência para ver se melhora.

Enfim, ficar muito tempo sem escrever dá nisso, quando ponho a mão no teclado, vira um testamento! rsrs Vou parar por aqui senão vira um inquérito policial de 200 páginas kkkkk

Beijos

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A terapia

E na quarta-feira eu estava tão empolgada com a consulta à gineco-obstetra, que acabei nem contando como foi a consulta de retorno à psicóloga, na terça-feira.

Foi legal. Me acalmou um pouco mais, me deu um pouco mais de leveza pois desabafar é sempre bom. Mas não é aquela mágica sabe. Já tem uns dois anos que estou nessa terapia e sei que tive progressos nesse período. Mas não é nada muito claro, sabe. Não visualizo "eu estava no ponto X, agora, por conta da terapia, estou no ponto Y". Mas acredito que, no desenrolar desses últimos dois anos, os caminhos que percorri foram menos tortuosos com a ajuda dessas sessões.

Falamos um bocado sobre filhos, relacionamento, trabalho, entre outros. Contei à ela como a "obsessão gravídica" andou me perturbando um pouco mais que o normal nesse fim de ano. Não sei exatamente o porque. E também como estou desanimada com esse ano de 2012 só de pensar o turbilhão de coisas que terei de enfrentar no que diz respeito à faculdade. Serão 300 horas de estágio supervisionado (além das 8 diárias que já trabalho por dia!), 4 disciplinas pra cursar à noite e mais a monografia, que nem comecei a escrever =/

Sobre o estágio, eu até já consegui um. Obviamente, não remunerado. Precisarei fazer umas 16 horas horas semanais para conseguir vencer as 300 horas até junho. Para tal, terei que sair todos os dias mais cedo do trabalho e compensar esse tempo com férias. Aff, morro de raiva quando penso que, por culpa daquela faculdade cretina, eu desperdiçarei minhas férias assim, com trabalho escravo. Digo isso porque, já faz algum tempo, eu descobri que não gostava da faculdade nem do curso que estava fazendo. O problema é que meu sustento (trabalho) dependia dessa faculdade, então, resolvi continuar tomando esse remédio amargo, já que me mantinha de pé. Mas tá difícil sabe. Por conta do trabalho, tive que diminuir o ritmo da faculdade e, num curso de 4 anos de duração, já estou indo pro 6º. Cara, ficar seis anos num curso que você detesta, é uma torturaaaa. A única coisa que me dá um pouco de ânimo é saber que, agora sim, de verdade, estou na reta final. Tudo bem, é uma reta bem difícil, mas é a maldita reta final, onde já consigo ver a linha de chegada rsrsrs.

Enfim, é correr atrás disso tudo e torcer pra 2012 passar muuuuuuiiiito rápido, de forma que eu nem sinta essa super dose do remédio amargo que venho tomando há tantos anos rsrs. Depois todo esse "tratamento" acaba e estarei "curada", é só correr pro abraço hehehehe

Provavelmente na semana que vem já começarei o estágio lá na instituição que me acolheu (pra trabalhar de graça né, quem não quer?! rs)

É tanta coisa que até fico zonza. Amanhã recomeço as aulas de inglês. E, com esse ritmo louco de trabalho, estágio + faculdade (isso cabe num dia de 24 horas?!), nem sei se vai dar pra continuar com a psicóloga. O pior é que eu gosto, me faz bem e nesse período enlouquecedor, seria de grande valia. Vou conversar com ela e ver como isso fica...

Bom final de semana a todos

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Feliz!!!

Ai, estou muito feliz! Hoje tive consulta com minha ginecologista, que também é obstetra. Cara, ela é uma fofa de marca maior! É mega simpática, alto astral e amiga, ao mesmo tempo que é uma excelente profissional e atende super bem, sem pressa, é maravilhoso! Toda vez que vou até lá, saio mais leve, flutuando! Eu passo muitos meses sem ir lá (pois não sou gestante né, então não tenho que vê-la todo mês) e aí o tempo passa e eu até me esqueço de como é gostoso consultar-se com ela! Dá até vontade de engravidar logo só pra ter consultas mais frequentes kkkkkkkkk louca, eu? magina! rsrs

Daí que fui lá hoje, no meio da manhã, fazer minha consulta de rotina. Ela olhou o resultado do preventivo e estava tudo ok. E então ela passou outros exames para fins de check up mesmo. Sangue, urina, ultra etc. Agora o que mais me faz amar essa médica é o fato dela ser uma grande entusiasta do parto normal e de me aturar fazendo mil perguntas sobre gravidez e parto mesmo eu não sendo gestante rsrs. Ela esclarece tudo direitinho, com a maior paciência e em nenhum momento fala: "É cedo para falarmos disso, você nem está grávida, nem está tentando". Que nada! A gente bate altos papos sobre o assunto sem contar com esse "detalhe".

Ela me conta histórias dos partos normais que ela fez e conta até do dela (sim, ela tem uma filhinha que nasceu de parto normal!). Ela fica toda hora me perguntando quando eu vou encomendar o meu baby! hauahuahua Se dependesse dela, eu já teria uns dois filhos, pois tem uns três anos que vou lá e ela está sempre me "encorajando" a engravidar kkkkkkkkk

E esse amor de pessoa ainda me faz o favor de ficar me falando: "Ai, você vai conseguir seu parto normal, vai ser lindo, estou louca pra participar". Ela diz para eu não desistir dela, pois ela quer estar no meu parto e vai fazer de tudo para que seja normal ahuahauhuha É muito fofa!!! E quando vamos fazer algum exame que necessita de "toque", ela me manda fazer aquela força de parir (kkkkkk) e diz que minha força é excelente, que meu períneo é maravilhoso e vou ser uma "parideira" kkkkkkkkk Assim ela me conquista fácil! ahuahuaua Assim eu fico louca de vontade de engravidar pra ONTEM! rsrs

Deixa meu maridex descobrir esses planos dela, vai ficar muito bravo, pois ele quer esperar um pouco mais ahuahauhuahua

Mas essa médica é assim mesmo, falando assim parece até uma doida, mas nem é rsrsrs Só é uma pessoa muuuuito divertida, extrovertida e doce. AMO essa mulher. Ainda bem que não corro o risco de ela se aposentar antes da minha gravidez pois ela é bem jovem (no máximo 40) e deve demorar para pendurar as chuteiras rsrs.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

E como está o recém-nascido...

ANO. Pois é, estou falando do ano recém-nascido e não de uma pessoinha (ah, quem dera! rs) Claro que ainda não dá pra avaliar muita coisa no 3º dia do ano, mas a minha primeira impressão é mais ou menos. Isso porque, no momento, as coisas estão meio chatinhas, mas esse ano promete muito em seu desenrolar. Acho que isso se deve ao comecinho de ano mesmo, tudo é mais devagar, eu e ele (2012) ainda não estamos "íntimos", ainda não entramos em sintonia rsrs. Exatamente como acontece quando levamos um baby recém-nascido pra casa: no começo as coisas parecem estranhas mas, aos poucos, o novo membro vai se encaixando cada vez mais na rotina familiar e depois as coisas se ajeitam de uma maneira tão incrível que os pais se perguntam como viveram até ali sem aquele serzinho! Bom, não falo com conhecimento de causa, mas sim após leitura e observação de diversas famílias! rsrs Estou me achando A antropóloga/socióloga do mundo familiar contemporâneo rsrsrs.

Devaneios à parte, minha vida em 2012 só deve começar pra valer lá pro meio do mês. Começarão as aulas na faculdade (disciplinas de férias para cobrir os "buracos", já que durante o semestre sempre falta professor afff) e, provavelmente, começarei também o meu estágio à noite, para cumprir a disciplina de estágio supervisionado. Ai, só de pensar já fico cansada, tomara que eu dê conta! rs

Estou mais preguiçosa que o normal e creio que isso seja por conta do ritmo de final de ano, eu ainda fui inventar de tirar uma semaninha de férias e isso só me fez ficar com mais preguiça no retorno ao trabalho rsrs. Eu gosto do meu trabalho e da empresa mas, meu sonho mesmo era poder ficar em casa cuidando da (futura) cria. Não sei se isso será possível pois o salário do maridão precisará ser o suficiente para manter uma vida digna. Se eu engravidasse hoje, seria impossível que eu largasse o emprego para vivermos só com o salário dele. Porém, mesmo que ele esteja ganhando super bem, não será uma decisão fácil sair do meu trabalho. É porque eu tenho a ideia de ficar em casa com a cria por, no máximo, três anos e depois retornar ao mercado de trabalho, nem que seja aos poucos. O problema é que o meu emprego atual é muito bom, paga relativamente bem, tem muitos benefícios, uma ótima estabilidade e grandes chances de crescimento. Daí que tenho medo de abandonar isso tudo e depois não conseguir nada semelhante. Tenho receio de que, após vários anos parada, e estando mais "velha" (velha o escambal, não terei nem 30 anos rs) eu não consiga um emprego tão bom. Claro que esse stop na carreira seria por uma causa muitíssimo nobre, a criação do meu filho, mas fico tentando buscar um meio termo, um ponto de equilíbrio, porque, obviamente que me colocarei em segundo plano, mas não posso esquecer completamente de mim quando for mãe! Até porque, uma mãe infeliz em outras áreas da vida (amorosa, profissional etc) vai deixar isso invadir a sua área materna, pois mais que ela tente evitar e a criança vai ser atingida por isso!

Essa minha discussão interna dá pano pra manga e, felizmente, eu ainda tenho tempo para pensar e tentar ajeitar tudo isso, visto que nem engravidei ainda (e continuo prevenindo). Para largar o AC de maneira consciente, preciso que todas essas lacunas estejam pelo menos encaminhadas ao preenchimento, para não passar sufoco depois. Uma das alternativas de "equilíbrio" seria trabalhar em meio período ou por, no máximo, seis horas diárias. Mas eu não sei se aqui nessa empresa eu conseguiria isso. Aqui a jornada é mega flexível, muitas pessoas até trabalham de casa, mas isso é para os outros cargos. Meu cargo é de secretária e isso pede minha presença no escritório. Nem todas as minhas ações podem ser feitas de casa, muitas são estritamente presenciais. Teria que conversar abertamente com meu chefe (que, graças a Deus, é bem compreensivo) e ver que solução poderíamos arrumar para isso. Enfim, mas isso é papo para bem depois, quando eu já tiver engravidado, parido e cumprido (quase) toda a licença maternidade (que, thanks God, aqui é de 6 meses!).

Meu Amore tem feito umas entrevistas e umas inscrições para concursos, estamos muito confiantes de que esse ano de 2012 nos trará coisas positivas nesse campo profissional e, com certeza, ele fechará esse ano com um bom emprego e um bom salário!!! Tudo caminha para isso e estamos correndo atrás com muita fé, é claro, mas também com os pés no chão.

Por hoje é só. Se 2012 nos trouxer metade das conquistas que estamos desejando/prevendo, já estamos super no lucro!

Seja benvindo 2012! (E nem pensar em acreditar nessa história boba de que o mundo vai acabar nesse ano)

=D

sábado, 31 de dezembro de 2011

Adeus 2011

Bom, eu nem ia fazer post de final de ano, mas aí pensei: "poxa, já estou há mais de uma semana sem aparecer no blog, agora sóóóó ano que vem (A dramática-exagerada kkk) ???

Enfim, resolvi passar aqui só pra deixar registrado meu estado de espírito nesse último dia do ano, afinal, para mim, o intuito do blog é esse, registrar as coisas para que eu possa consultar futuramente.

Recapitulando as questões dos últimos posts: o vestido que encomendei pela net para ir à festa não ficou muito bom. Quer dizer, é bonitinho e não caiu tão mal no meu corpo, mas o tecido é mais simples do que eu imaginava e daí acabou que não fiquei tão formal quanto a festa pedia. Paciência, já tinha gasto meu rico dinheirinho nele e não dava pra comprar outro, até porque, nem dava tempo. Fui com ele mesmo e olha que não fiz feio. A maioria das pessoas não estava elegantérrima, tava tipo eu mesmo. É que fazia tanto tempo que eu não ia nesse tipo de festa, que nem sei mais como funcionam essas "regrinhas" de vestimenta e etc kkkk

De Natal foi tudo bem. Fomos passar com a minha família mas não demoramos muito porque temos o costume de dormir cedo. Poxa, maridinho ficou com um mau humor que beirava o insuportável, ele é meio avesso a essas confraternizações familiares sabe, mas não imaginei que ele ia ficar tão azedo. Fica a lição para os próximos anos, terei que decidir se deixo ele em casa sozinho ou se faço uma pequena ceia só para nós dois em casa e largo toda a minha família decepcionada comigo. Minha família é muito numerosa e ao mesmo tempo muito unida e festeira, eles ficam muito chateados quando alguém "fura", principalmente se for no Natal e por um motivo bobo (ficar em casa de bobeira). Fico imaginando como será quando não formos só nós dois, quando já tivermos um baby e eu quiser que ele participe das festividades da minha família. Poxa, ficarei pra cima e pra baixo sozinha com meu baby, feito uma mãe solteira, enquanto meu marido bicho-do-mato-antissocial fica em casa coçando ? Espero que, com a chegada de um filho, ele mude de comportamento nesse aspecto pois isso é algo que observo em vários homens, depois de se tornarem pais, eles mudam muito! Tudo bem, alguns não mudam nada e outros mudam pra pior, mas a maioria, pelo menos dos que eu vejo, mudam pra melhor! Se tornam mais companheiros, mais prestativos, mais amorosos, mais sociáveis, mais simpáticos, mais carinhosos, mais generosos, entre outros... Tomara que aqui em casa seja assim! rsrsrsrs

Sobre o ano que vai embora... Bom, 2011 foi um ano bom para mim, muito bom. Eu e meu amor fomos morar juntos em 27/12/2010, ou seja, foi em 2011 que passamos efetivamente a nos conhecer no dia a dia, a ter essa vidinha de marido e mulher, a nos familiarizarmos com essa vida, com esse cotidiano e a harmonizar nossa convivência, experimentando novas coisas e encaixando nossas personalidades e temperamentos para fazer tudo dar certo. E o saldo foi muito positivo! Tivemos momentos maravilhosos, recheados de muito amor, compreensão, lealdade... Incluo aí também os momentos de "tensão", digamos assim. Claro que já discordamos muitas vezes e já tivemos conversas mais sérias por conta disso, mas, graças a Deus, aqui sempre reinou o respeito. Nunca levantamos a voz um para o outro, nunca nos agredimos (nem fisica ou verbalmente). Posso dizer que todos esses momentos serviram e muito para nos fazer crescer, como pessoas e como casal, para equilibrar nosso relacionamento, para nos guiar até onde estamos hoje, nesse caminho de amor, que constitui uma relação saudável e próspera. Espero que em 2012 continuemos assim, melhorando cada vez mais!

Tenho certeza de que nossa vida ficará mais estável em 2012 mas não sei ainda se será a hora certa para engravidar. Provavelmente terá de ficar para 2013. É que 2012 nem nasceu e já promete ser um ano muito atribulado. Terei de focar totalmente no final da faculdade (300 horas de estágio supervisionado, TCC, 4 disciplinas obrigatórias), tudo em apenas 1 ano! Ou seja, será um ano cansativo e que não me garantiria uma gravidez tranquila, como desejo. Daí penso em 2013. Será o primeiro ano em que estarei finalmente livre da faculdade. O primeiro ano em que poderei curtir totalmente, estarei apenas trabalhando, sem a parte da noite ocupada e com o salário melhor. Será que não seria mais sensato aproveitar esse ano o máximo possível, tirar férias e fazer uma boa viagem, a última como casal? Mas ao mesmo tempo eu penso: adiar por mais tempo? Será que eu aguento essa obsessão gravídica até lá? Será que ter um filho é realmente deixar de aproveitar a vida? Será que viagens só são boas sem filhos? Enfim, são muitos "serás" e não tem como responder a essas perguntas sem efetivamente viver tudo isso, ou seja, só verei como é, quando o dia chegar.

Mas meu lema é esse: nesse quesito ter ou não ter (um filho agora), enquanto houver 1% de dúvida, de nada valem os 99% de certeza.

E que venha 2012! Vem com tudo!

Feliz Ano Novo a todos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Tentando equilibrar-me

Estou me sentindo bem! Sei lá, acho que quando tenho muita coisa pra ocupar minha cabeça, pra me distrair, eu acabo desencanando um pouco da "obsessão gravídica" e me sinto leve, feliz! Será que me problema é ócio demais?! hahahaha Impossível, eu já ocupo meu tempo praticamente todo! Trabalho o dia inteiro, estudo à noite e ainda faço curso de inglês aos sábados... Só me sobra o domingo pra descansar um bocadinho.

Fiquei analisando essa questão pra tentar descobrir COMO e AONDE eu encaixo esse obsessão gravídica na minha rotina atribulada. E COMO isso não me convence a adiar de uma vez por todas os planos de ser mãe, afinal, se a rotina é corrida assim, um filho não terá de mim um bom tempo dedicado, atenção e suporte, itens que considero extremamente necessários!

E foi aí que cheguei à conclusão: eu tenho tempo para obsessão gravídica quando estou no trabalho! Enquanto a maioria das pessoas dão aquela "voada" para entrar no facebook, twitter e afins, ou para tomar um café ou para ficar de papo com o colega do outro andar, eu "voo" com a minha obsessão gravídica! Seja na web, através dos blogs e sites especializados, seja fazendo meu planejamento, com minhas infinitas planilhas rsrsrs sim, eu assumo, sou louca. Pensando bem, acho que fico algum tempo por dia "nutrindo" a obsessão gravídica. Estou com medo de isso afetar meu desempenho no trabalho! Porque, se são horas que eu deveria estar trabalhando, enfim, são horas perdidas (no quesito trabalho, porque, no quesito maternidade são horas ganhas hohohoho)

Claro que eu não deixo os prazos passarem. Sei classificar bem minhas tarefas por prioridade e, felizmente, consigo dar conta. Mas eu não queria apenas dar conta, sabe? Talvez, com esse tempo utilizado para "voar" pela obsessão gravídica, eu conseguisse fazer coisas um pouco além do esperado pela chefia, algo diferente, inovador, que chamasse a atenção deles e me colocasse melhor na empresa ou até trouxesse um aumento! Mas não, eu não consigo! Eu não consigo passar um dia sequer sem pensar nisso e daí eu fico meio deprê porque eu penso assim: pô, a maioria das mulheres "curte" sua vida de solteira, depois de casada junto com o maridón, tudo isso sem sequer pensar (pelo menos não do jeito que eu penso) em filhos. Daí, depois de alguns anos eles decidem aumentar a família e a mulher (pq o homem, ainda, nem tanto) fica imersa nesse universo materno, sabendo que isso é por muuuuuiiito tempo, quiçá, para sempre! Daí eu, essa anta de galochas, já estou "imersa" há muito tempo! Conclusão: minha vida praticamente inteira vai ser imersa na maternidade! Antes de ser mãe e sendo mãe! O que eu curti? O que eu aproveitei? Quais as loucuras que fiz na vida sem filhos? Fiquei pesquisando e planejando os filhos?! OMG!

Mas aí eu também paro pra pensar no seguinte: esse negócio de curtir é muito relativo! O que é curtir pra mim? Talvez, aquilo que me faça mais feliz, aquilo que esteja na minha categoria de "curtir" seja realmente uma vida com filhos! Enquanto para uns curtir é dançar a noite toda, tomar um porre, saltar de bungee-jump, viajar de mochilão, namorar/ficar com vários, sexo sem compromisso, alimentação maluca, acordar ao meio-dia etc e tal... para mim, curtição é uma vida tranquila, mansinha! Adoro caminhar na praia/orla, ir ao cinema, jantar fora (às vezes, não constantemente), viajar (destinos tranquilos e não mto longínquos), piquenique, passear em parques e jardins etc e tal. Claro que com criança a vida não é uma maré mansa! Tem imprevistos, birras, teimosias, choros, contrariedades, enfim, nem tudo sai como o planejado! Mas também tenho certeza que tem muita coisa boa, se não, ninguém faria filhos! ahauaha E nem repetiria o "erro" (tendo mais filhos depois de ver como foi). Tenho certeza de que também terei muitos sorrisos, gargalhadas, declarações, abraços, beijos, fofuras e olhinhos brilhando! E isso fará tudo valer a pena!

Acho que tudo o que eu preciso mesmo é equilíbrio... acertar essas "equações" e viver com a certeza de que tudo tem seu tempo e meu tempo vai chegar! E, quando chegar, com certeza eu vou sentir!


PS: mais tarde ou amanhã eu volto para falar/mostrar o resultado da saga "vestido para festa - relato de uma desesperada" rs

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Soluções

Bom, claro que nem tudo se solucionou como num passe de mágica, afinal, minha vida não é nenhum conto de fadas! E que bom que não é!

Quanto ao estágio supervisionado, não tem jeito, vou ter que acumular mais trabalho mesmo. Além das 9 horas que passo na empresa que me emprega, vou ter que utilizar o período noturno para acumular as horinhas de estágio. A má notícia é que farei duas disciplinas nas férias de janeiro, o que vai ocupar praticamente todas as minhas noites, ou seja, vai ficar meio complicado de arrumar tempo pra fazer os dois. Uma solução seria "matar" boa parte das aulas, porém, já fiquei sabendo que os professores que ministrarão as disciplinas são os "chatinhos cobradores de presença" rsrsrs. A boa notícia é que meu Amore já conseguiu um estágio noturno pra mim, perto de casa, com esquema de horário flexível. Só me resta conseguir conciliar tudo! Seja o que Deus quiser!

Sobre a roupa da festa: resolvi arriscar pois o plano inicial deu errado. Eu tinha combinado com minha adorável irmã que ela viesse à minha casa na sexta-feira trazendo alguns vestidos que ela tem em casa para que eu experimentasse e escolhesse algum, caso me servisse. Acontece que, a cabeça de vento, veio e esqueceu os vestidos!!! Aff.... E como ela mora longe, não dava pra voltar e pegar. Portanto, deletei esse plano. No sábado pela manhã, resolvi abstrair da certeza de que o comércio estaria um inferno dada a proximidade do Natal, e me aventurei por algumas lojas em busca de uma roupa decente e que não custasse um rim. Também não deu certo, tudo feio ou caro, ou ambos.

Então parti pro plano C (visto que nem o B funcionou)! Encontrei um vestido bonitinho na internet, preço razoável (em comparação ao que eu andei vendo, esse estava até barato: R$90,00). Só que o vestido era feito sob encomenda e estava muito em cima da hora. Falei com a dona da confecção e ela, uma fofa toda vida, me atendeu super bem e me prometeu encaixar meu pedido em sua maratona "pré-natal" (não, ela não está grávida rs). E, pra melhorar mais ainda, ela está na mesma cidade que eu! (ok, o bairro é meio distante, mas nada que um maridinho de férias não possa resolver kkkk). Então me isentei do frete e do atraso certo dos Correios nessa época e vou mandar o maridex buscar o vestido em mãos. Os prós são muitos mas os contras também existem né. Estou comprando algo sem ver nem experimentar, portanto, é um tiro no escuro! Existe o risco de chegar no dia D, leia-se quinta-feira, véspera da festa, eu colocar o vestido e ficar uma verdadeira bosta! rsrs E aí?! Sento e choro?! Pode acontecer também do tecido não ser como imaginei, de ficar largo, apertado, curto, comprido, brega, vulgar, desarrumada, jeca, sei lá! Enfim, vou correr o risco. Quinta-feira venho aqui contar o resultado da possível desgraça ou redenção rsrsrs.

Segue uma foto do dito cujo. Assim, fora do meu corpo desproporcional, parece perfeito. kkkkkkkk

Eu amei essa cor, mas como ela só tinha preto e eu já fui abusando estava com mega-pressa, topei na cor preta mesmo! Acho que vai ficar bom, preto é um coringa e ainda emagrece kkkk

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Curtas...

Estou na correria, portanto, infelizmente não está dando pra fazer um post decente. Só queria deixar registrado que:

- Estou quase me descabelando após uma reunião ocorrida na última segunda-feira, na minha faculdade. Fiquei sabendo que não tem jeito: terei de trabalhar feito uma escrava voluntariamente em alguma biblioteca no meu super escasso tempo livre para conseguir me formar (quero matar quem inventou a disciplina estágio supervisionado);

- Estou quase desistindo de ir à uma festa de 15 anos para a qual fui convidada. Vai sair mais caro do que uma pequena viagem! rsrs Sem exageros... Esqueceram de me contar quando foi que vestidos de festa passaram a custar um rim!!! E ainda tem a roupa do Amore. E ainda tem o presente da aniversariante!!! Aff... acho que não vai dar. Dá pra acreditar que vi um vestido por R$298,00???? Cara, tem alguma coisa errada com o mundo ou sou eu? O mais barato que achei, foi em loja de departamento, na Riachuelo, e mesmo assim estava R$159,90?! Quando foi que dormi e não vi essas coisas aumentarem desse jeito? Sou da época em que lojas de departamento eram sinônimos de preços populares de verdade! Quase duzentas pila num vestido ainda é uma facada enorme para mim (e olha que consegui a sandália emprestada!).

Acho que isso é culpa do meu total não consumismo! rsrs Tem muito tempo que não compro roupa... Quer dizer, eu até compro mas é roupa pra trabalhar ou roupa bem básica, pro dia a dia. E tudo MUITO barato! Nunca dei mais de R$70,00 numa única peça de roupa (e olha que era um calça jeans, porque se for blusa, R$70,00 tá muito caro!).

E agora, quem poderá me defender?! rsrs

Sábado tenho a difícil missão de sair à busca do bendito vestido "perfeito" (bom, bonito, barato). Pensa no inferno: eu me enfiando no comércio popular, num calor do cão, no último final de semana antes do Natal? Ai meu Deus, dai-me muita força e paciência!

     Se eu achasse qualquer um desses, por menos de R$100,00, já estava perfeito! (só não gostei muito dos brilhos no roxo rsrs)

Fui-me.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O castelo de cartas



Pois é, ele caiu. Percebi que eu estava construindo todo esse meu ideal de maternidade, de família feliz, numa base muito frágil. Era um simples castelo de cartas e, com o mais fraco dos ventos, ele veio abaixo.

Olhando para trás, penso como eu posso ter sido tão boba, tão inocente? Eu estava planejando tudo sozinha e não tinha me dado conta. Vez ou outra eu comentava alguma coisa com o marido e, como eu já mencionei aqui, recebia algo no efeito "morde e assopra", ou seja, ele falava algo que agradava muito e logo depois falava alguma besteira meio "ogra". Claro que eram brincadeiras, mas não eram coisinhas à toa, eram a mensagem que eu devia ter captado. Eram os sinais que diziam que tinha alguma coisa errada ali, que ele estava querendo me dizer que não estava pronto.

Após inúmeras tentativas "sutis" de passar a mensagem sem sucesso, creio eu que, foi identificada a necessidade de ser mais direto. Foi então que, hoje pela manhã, após uma conversa meio "acalorada" sobre nossas divergências na criação de um filho, eu escuto essa, sem tirar nem por: "Não vejo nenhuma utilidade em ter um filho".

Desabei, fiquei muito triste, mas logo vi que, o tempo todo, a tola fui eu. Isso já estava claro desde o princípio. Por via das dúvidas, perguntei, só pra não dizerem que eu inferi algo: "Então quer dizer que, você só tem concordado com o assunto, você só vai ter o filho, no futuro, para me agradar? E ouvi um sono "Sim".

Isso pode até satisfazer algumas mulheres desesperadas pela maternidade, mas a mim não. Para mim não é suficiente um cara topar ter um filho comigo só para me ver feliz. Sei que isso nunca vai dar certo e, mais dia menos dia, vamos ser francos, vai culminar numa separação. Quero um parceiro de vida, um cara que se una a mim nos grandes objetivos da vida e siga pela estrada, mirando aquele alvo, com a mesma garra, a mesma vontade, a mesma paixão. Sei que temos nossas individualidades, como os objetivos profissionais, pessoais e etc, porém, um filho JAMAIS pode ser tido comoum objetivo pessoal, é uma realização do casal e se não for encarada dessa forma, como já disse anteriormente, dificilmente dará certo, dificilmente a relação resistirá a esse "abalo sísmico" que é a chegada de um filho se os dois não estiverem igualmente engajados nesse projeto.

Para mim não basta o fato de que para ele "não fede nem cheira" ter um filho. Seria a mesma coisa que comprar um vaso decorativo que eu amei e para ele não faz diferença? Um filho não é um objeto e jamais será imperceptível para um casal, jamais. Ele entra com tudo, rouba a cena, muda nossas vidas para sempre, não existe essa de "não faz a menor diferença para mim". Ou quer ou não quer!!! E creio que, se for pra analisar bem,ele está mais para o não quer.

Muita gente pode dizer assim: "Ah, mas o marido da fulana também era assim, aliás, até dizia que não queria ser pai, dizia que abominava crianças. E foi só a esposa engravidar que o cara mudou da água pro vinho. E quando o bebê nasceu, nossa, virou um paizão!". Sim, eu sei que esses casos são possíveis e não são raros também. Mas eu vou arriscar? Vou lá, na encolha, "enganar" o meu marido com o AC, engravidar "por acidente" e ver o que acontece? Ah, me desculpe, mas prefiro continuar na dúvida do que querer tirar a prova dos nove envolvendo uma vida inocente.

Concluindo, o plano de "engravidamento", por enquanto, está suspenso. Mas não vamos ter isso como definitivo, lá em casa é assim mesmo, parece até a vinheta da Band News: "em vinte minutos, tudo pode mudar".

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A hora P

Sinceramente, quando eu comecei a ter contato com essa "blogosfera materna", há mais de 3 anos, eu não fazia ideia da existência de toda essa polêmica acerca dos "tipos de parto". Não tinha conhecimento da "batalha" parto normal X parto cesáreo e nem das outras dicotomias que vejo por aí, como por exemplo amamentação X leite artificial etc e tal. E, quando descobri todo esse universo, confesso que fiqueium tanto chocada ao ver como eu era "inocente" e como as coisas aconteciam ali debaixo do meu nariz sem que eu me desse conta.

Para começar, eu nunca sequer cogitei fazer uma cesariana sem uma real indicação. E isso não é opinião formada a partir da blogosfera não! Eu não fui influenciada (diretamente) por ninguém. Eu simplesmente cresci assim. O normal, o natural, pelo menos para mim, era isso. Na minha família 99% das mulheres tiveram partos normais. Se foram partos humanizados, dignos, respeitosos, aí eu já não sei, visto que foram pelo SUS e daí, já sabemos como é na maior parte da rede né: mulher sozinha, largada, ouvindo grosserias da equipe, médico "frio", enfim, todo aquele "pacote SUS"... Mas acho que a mulherada estava até acostumada, achava que isso era o padrão, não sabiam que podia ser melhor... Ninguém reclamava.

Por grande ironia, minha mãe é parte daquele 1% que não teve um parto normal. Mas, tanto ela quanto eu, sempre tivemos claro em nossas mentes que ela caiu no "conto do médico cesarista". Coitada da minha mãe, eu não a culpo. Passou a vida inteira em um orfanato, saiu casada e menos de um ano depois, estava grávida. Que informações ela tinha? Não existia google, nem blogs. As revistas só falavam sobre quartos e enxoval. Que referencial ela tinha? Perdeu a mãe aos nove anos, mas sabia que ela tinha tido um parto instantâneo e "quase indolor", portanto, tinha até a esperança de ter "herdado" essa manha de "parideira" da mãe. Mas, aos 9 meses de gestação, vem aquele doutor sabetudo, dono da verdade, dizendo que o bebezinho dela (eu) está em sofrimento, com batimentos fracos, pode até morrer! O que ela vai fazer? Peitar o médico e dizer: "você está mentindo! Vou pagar pra ver! Vou pra casa deitar tranquilamente e esperar meu TP e se meu bebê realmente morrer aí eu concordo que o senhor estava certo?!" Comoassim?! E assim eu nasci. De cesárea. Sem TP. Sabe-se lá se já tinham 38 semanas de gestação (se as ultra hoje não são precisas, imagina as dos anos 80? Nem conseguiram ver meu sexo!). E hoje? Olha, saudável eu sou, mas tenhoasma. Será que tem alguma relação? Será que nasci com os pulmões prematuros? Nunca iremos saber. E, just in case, eu nem contei esse negóciopra minha mãe (dos pulmões imaturos, da cesárea, da asma), porque sinceramente, pra que faze-la sentir (mais) culpa, né?

Então que, para mim, a única opção para um parto saudável, fruto de uma gestação saudável e de baixo risco, sempre foi o normal. Mas eu desconhecia as outras vertentes, até porque, as minhas tias que tiveram parto normal, nunca entraram nos detalhes, nos pormenores como anestesia, episiotomia, tricotomia etc. Vai ver que elas até desconheciam esses procedimentos, nem sabiam que tinham nomes, não sabiam sequer que foram feitos! E pior, vai ver nem sabiam que poderiam ter sido evitados! É triste, mas é a realidade. Tiveram seuscorpos tocados, invadidos, revirados, por médicos que sequer sabiam seus nomes sem olhar na prancheta, que sequer lhes dava bom dia, quer sequer narrava os procedimentos que executava nos corpos DELAS e, com certeza, sequer lhes dava a opção de escolher pela realização ou não de um procedimento ou pela posição de parto.

Dito isso, quando entrei nessa grande mundo materno virtual, eu realmente vi como as coisas estavam funcionando. Vi que meu tão sonhado parto normal não era tão simples quanto eu imaginava. Não seria simplesmente entrar num consultório e conversar com o médico sobre os meus desejos, criar um plano de parto, ter liberdade para gestar e parir. Não, não seria assim. Dependendo do médico escolhido, jána primeira consulta, vem a IMPOSIÇÃO: "não faço parto normal, só cesárea agendada". Oi?! Eu entendi bem? Estou com 8 semanas, o senhor está me vendo pela primeira vez, sequer me examinou e já está dizendo que vou pra faca? Ah, que legal. Não muito obrigada. PRÓXIMO. Mas sabe que eu até prefiro esse primeiro tipo? Pelo menos ele é sincero logo de cara e não te faz perder tempo. Se você está realmente buscando um parto normal, vai pular fora desse cara logo na primeira consulta, lhe garantindo mais tempo hábil de achar um médico afinado com seus desejos. Agora, o que me dá mais ÓDIO, são aqueles médicos que passam a gestação inteira enganando, sacaneando a paciente. Ficam falando que vão fazer o parto normal que ela quer, ou vão evitando o assunto parto até o finalzinho, para quando chegar a hora oportuna, leia-se 38 semanas, começar o terrorismo pra garantir a cesárea. Começam a INVENTAR um monte de falsas indicações de cesárea, a aterrorizar a gestante (como fizeram com minha mãe) falando que o bebê está em perigo, até conseguir marcar a cirurgia. Sinceramente, para mim isso é CRIME, uma absurda falta de ética, mentir para o paciente para atender seus próprios interesses. Agora me diz, qual a mãe, principalmente de primeira viagem, que vai, a esta altura do campeonato, ir contra o seu médico e procurar outro, desconhecido? A maioria não faria isso, mas eu faria. Eu iria para o SUS, iria para qualquer lugar parir com o plantonista, mas não iria cair nas garras de um cesarista safado.

Mas eu espero não ter que fazer isso nas últimas semanas de gestação. Eu espero ter uma gestação tranquila e conseguir, desdeo comecinho, o tipo de acompanhamento de confiança, em linha com minha vontade de parir, que esteja comigo durante toda a gravidez e não me traga essas "surpresas" como descrito acima.

Na verdade, meu sonho mesmo seria um parto domiciliar. Mas cara, o lado financeiro pega muito. Fiquei contente quando a Nine me disse que no no Sudeste dá pra achar equipes humanizadas por valores razoáveis, menores do que eu tinha imaginado. Se eu encontrar uma equipe dessas aqui na minha cidade, apertando um bocado, acho que consigo pagar. Tomara que eu ache! A minha GO é boa, e não parece cesarista (nem do tipo descarada nem do tipo enganadora rsrs), mas sei que, parindo com ela, dificilmente eu vou conseguir me livrar da cascatade intervenções. E os procedimentos com o bebê? E se não me derem ele na hora pra mamar? Na minha casa eu teria toda a liberdade de fazer tudo isso... Ai, dúvidas, dúvidas!

No próximo post eu detalho essa questão do parto natural hospitalar X parto domiciliar, que tanto me aflige!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O custo é relativo



Creio que, toda vez que alguém pensa em filhos, uma das primeiras coisas que venha à cabeça seja o fator financeiro. E aí, chega-se à fatídica pergunta: quanto custa ter/criar um filho? Existem várias matérias por aí que "calculam" e te dão o valor total de gastos que os pais terão para criar um filho até a faculdade. Já vi valores que vão dos 400 mil reais até 1 milhão!!! Sinceramente, acho isso uma grande besteira. A criação de um filho, mesmo que do ponto de vista financeiro, não é e nunca será uma ciência exata. Como tudo que envolve seres humanos, é de uma complexidade tremenda.

Primeiramente, a "classe social" (detesto essa divisão, me lembra castas) da pessoa influencia muito, seu nível de renda etc e tal. Mas, mesmo entre pessoas com o mesmo poder aquisitivo, podem existir diferenças gritantes no que diz respeito aos gastos com relação aos filhos. Os valores e crenças, o posicionamento com relação ao consumismo, o nível de "luxo" com o qual a pessoa acredita que precisa viver, tudo isso influencia muito!!! Mesmo uma família com uma renda bacana, pode optar por pagar uma escola mais barata ou pode até encontrar uma boa escola pública e matricular o seu rebento!

No meu caso, por exemplo, independente da minha faixa salarial, existem certos valores intrínsecos que não mudarão. Eu e meu esposo não somos consumistas e, portanto, não passaremos um "espírito consumista" para nossa família. Claro que pretendo dar muito conforto, qualidade de vida, educação e saúde pros meus meus filhos, isso não está em questão. O que ponho na lista do desnecessário são excentricidades, coisas supérfluas, brinquedos se amontoando nos cantos, roupas que acabam nunca sendo usadas pois a criança cresceu antes da oportunidade de vesti-la, roupas carésimas que serão usadas poucas vezes... não entra na na minha cabeça pagar, numa peça de roupa para um filho, mais do que pago numa peça para mim! A minha roupa gasta muito mais pano! Rsrs E será usada por muito mais vezes, visto que eu não cresço mais só se for pros lados rsrsrs. E olha que minhas roupas são bem baratinhas hehehe...



Eu ainda não posso por em prática o meu "anti-consumismo" materno, mas já comecei pelo enxoval! Eu A-MO fazer listas pra tudo (até a do supermercado, faço toda semana, com um sorriso de orelha a orelha hahahaha), portanto, é CLARO que minha lista de enxoval já tá esboçada ahuahauahauha.

Sendo assim, vou fazer o "enxoval inverso". Vou colocar aqui os itens que risquei do meu enxoval inicial depois de passar a minha "peneira fiscalizadora do consumo desnecessário" rsrsrs. Temos que concordar que o comércio e a indústria existente ao redor das grávidas e mães são cruéis. Eles se aproveitam desse momento frágil da mulher, sobretudo da mãe de primeira viagem, inexperiente, pra "empurrar" essa enxurrada de tranqueiras inúteis, tidas como "essenciais", só porque são fofos ou porque todo mundo tem. Que mãe quer um enxoval falho para seu filho? Que mãe quer deixar seu filho passar por problemas pela falta de um item no enxoval? Aproveitando-se dessa visão materna, de querer dar tudo "do bom e do melhor" pra sua cria, essas grandes empresas estão por aí enchendo os bolsos.

Então, vamos ao que interessa. Itens que risquei do enxoval (lembrando que essa é uma lista pessoal, de modo algum estou condenando quem compra/usa qualquer um dos itens, até porque, a maioria dos itens não fará falta na minha realidade, e eu posso mudar de ideia, é claro,mãe sempre recebe de volta aquelas cusparadas que deu pro alto antes de parir kkkkkkkkkkkkkkkk).

1) Berço -pra alguns pode ser chocante, mas vou explicar: moramos num apê super mega pequeno, portanto, o baby não terá seu próprio quarto e teríamos que espremer muito pra acomodar um berço em nosso quarto. Mas o fator que pesou mais nessa decisão foi a nossa intenção de aplicar a cama compartilhada.

2) Cômoda / Guarda-roupa -mesma explicação do berço: o baby não terá um quartinho, portanto, dividirá armário conosco =D

3) Banheira -usaremos apenas banho de chuveiro e/ou balde

4) Cortina / abajur / kit higiene etc - todos esses apetrechos decorativos que só fariam sentido se o baby tivesse um quarto próprio. Pois é, como eu digo pro marido: esse negócio de morar em casa pequena é muito econômico kkkkkk O fato de ficar todo mundo juntinho cortou muitos itens do orçamento enxovalístico. Quanto ao kit higiene, vai existir um, mas não vai ser um daqueles carésimos, todo cheio de frufru. Vou comprar uns potinhos em mdf e eu mesma decorar, o que vai gerar um custo MUITO menor.

5) Carrinho - Ok, esse não é definitivo. Talvez eu use sim o carrinho. Mas, de qualquer forma, não entra na minha conta porque não sairá do meu bolso hahahaha. Minha mãe escolheu o carrinho para dar o "presente de vó".

6) Lembrancinhas e etc - essas coisinhas que damos no chá de bebê ou quando nasce, sabe... Ainda não sei se terá mas, caso tenha, será algo mega barato e feito por mim. Mas tem que obedecer o critério de ser minimamente útil, não adianta dar algo que a pessoa vai mandar pro lixo, daí só serviu pra poluir o planeta.

7) Sapatos - não tem muito o que explicar: RN's não andam, não pisam. Meias bastam. Sapatos são meramente decorativos e filho meu não é boneco pra eu ficar "enfeitando". Quero o baby o mais confortável possível, já basta aquela fralda abafando o bumbum dele! Rs... Abro uma exceção pros sapatinhos de lã (que minha tia faz e com certeza vai me presentear com alguns), porque eles cumprem a função das meias, não possuem solado duro.

8) Chupetas e mamadeiras - pretendo amamentar. Mas não é algo assim, ah se der tudo bem, se não der deixa pra lá. QUERO MESMO amamentar. Vou batalhar por isso, caso seja preciso. É claro que, como toda mulher, sonho que seja simples, sonho em colocar o baby na teta logo após o parto e que ele sugue na hora, com a pega perfeita! Esses casos são poucos mas existem, o meu pode ser um deles, mas tenho que estar muito bem informada e preparada pra tudo. Portanto, não vou comprar nenhum bico antes do bebê nascer para não sucumbir à vontade de dar no momento do desespero. E outra coisa: eu não tenho dinheiro para sustentar um filho à base de NAN! Rsrsrsrs.... É sério mesmo, é impraticável.

Bom, tem mais coisa, mas o post já está muito longo, vou parar por aqui. Já coloquei os principais itens e os mais caros também. Desse modo, pasmem, o enxoval inicial que estava em cerca de 6.000 reais (eu disse SEIS MIL REAIS!), caiu para 1.500 reais!!! SIM, isso mesmo!!! Caiu para um quarto do valor! Uma queda de 75%!!! Acho que, após ouvir isso, a maioria das pessoas entende porque, mesmo pobre, eu me sinto capaz de criar um filho kkkkkkkkkk.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

As coisas estão melhorando



Estou muito feliz pois está tudo se acertando, aos pouquinhos. Ontem aconteceu uma coisa inusitada. Logo depois que postei meu desabafo sobre minha bolsinha furtada, uma funcionária aqui do trabalho me ligou dizendo que ligaram pra ela no fim de semana, informando que encontraram minha bolsinha e querendo marcar encontro pra devolver!!! Achei muito bizarro, mas é que o telefone dessa funcionária estava anotado num papel que estava dentro da bolsinha, o motivo é uma longa história, então é melhor pular. Daí que meu Amore ligou pro cara e ele estava longe pacas! Dentro da mesma cidade, mas num bairro mega distante. Falei pra Amore que não fazia questão ele fosse, afinal já estavam todos os cartões cancelados, enfim, era só pedir pro cara jogar fora. Mas ele insistiu, disse que está de férias, que ir lá não ia atrapalhar em nada e que não gostava da ideia de meus cartões zanzando perdidos por aí, ainda que cancelados. Bom, resolvi não discutir, só fiquei preocupada por ser um lugar meio perigoso, pedi a Deus que o protegesse e dei mil recomendações. Hahaha Deu tudo certo e ele trouxe a bolsinha, um senhor encontrou a dita cuja largada num orelhão (telefone público) e nem sabia que havia sido furtada, achou que a pessoa esqueceu lá após telefonar. E óbvio, veio sem a grana. Sobre isso eu não mantinha a menor expectativa rsrsrsrs.



Bom, coração mais aliviado com a questão do furto, fui pra casa, encontrei amore e ficamos conversando. De início, eu fiquei triste porque ele cismou que quer passar Natal e Ano Novo em casa e eu tenho intimações convites de minha família. Eu gosto de ir no Natal sobretudo pela minha vozinha que eu amo muito muito muito e a quem eu detesto decepcionar. Temos uma relação muito bacana e tenho certeza de que seria decepcionante para ela a minha ausência na noite de Natal, seria a primeira em todos esses anos. Estou numa situação ruim, entre a cruz e a espada, tenho que escolher entre passar o Natal longe da minha avó ou longe do meu Amore. Ele já disse que não ficará chateado se eu for, mas eu vou ficar chateada de ir sem ele. Por outro lado, também não quero que ele vá só pra me agradar e fique lá insatisfeito do meu lado. É complicado demais!!!! Tenho até o dia 24 pra tentar resolver isso né, vamos ver como vai ficar.

Mas a conversa que tivemos após essa foi tão bacana que até amenizou um pouco a tristeza que a outra me causou. Sim, falamos sobre filhos! Hahaha... Quando o assunto é esse, ele gosta de fazer um efeito "morde e assopra". Vou explicar: ele fala coisa super legais sobre paternidade, criação de filhos e etc... Mas logo depois ele fala algo bem tosco, só pra eu achar que ele vai ser um pai bem ogro e desistir da ideia por um tempo... Mas acho que é brincadeira rsrsrs. Alguns exemplos: ele fala que não precisa comprar roupa pro bebê, é só deixá-lo o tempo todo dentro de uma fronha kkkkkkkkkk; fala que não precisa colocar rede / grade na janela (moramos em andar alto), é só colocar uma corrente no bebê (igual a cachorro!!!) ahihauauhaua; e ainda diz vai ter nojo da minha barriga e se o bebê for menina diz que não vai dar banho porque terá nervoso, enfim, uma infinidade de besteiras, mas tudo em um tom bem brincalhão, dá pra perceber que ele está falando isso só pra me sacanear e me provocar! Ele deve gostar de me ver "bravinha", não é possível! Rsrsrs

Então que esse papo foi muito gostoso e ele me falou coisas muito legais, como o interesse de ter filhos, ele disse que poderia até ser esse ano (2012), mas que ele quer arrumar um emprego bacana antes (concordo plenamente, isso é o que tem segurado mais, porque o trabalho dele atual paga pouco e é por contrato, sendo que acaba em março =/ ). E fiquei muito contente porque ele manifestou interesse em procurar um emprego noturno (na nossa área até que aparecem alguns) só pra fugirmos do bercário!!! Achei muito fofo porque, até então, isso era inevitável, não há condições de nos mantermos sem meu emprego, eu não posso largá-lo. A ideia seria eu negociar com o chefe pra trabalhar algumas horas no escritório e algumas em casa, mas não sei se seria viável; porém, ainda assim, o baby iria pro bercário nas horas em que eu trabalhasse. Agora, com o paizão se propondo a ficar com o filhote no período do dia, seria perfeito!!! Nunca imaginei que pudesse ter encontrado uma parceiro tão maravilhoso. Porque nós, mulheres, estamos tão acostumadas com esse machismo e essa sobrecarga, que a gente nem sugere, nem passa pela nossas cabeças essa possiblidade (papai cuidando do bebê sozinho por várias horas enquanto mamãe trabalha). Mas essa possibilidade existe! E existem homens que se oferecem para fazê-lo!!! E, felizmente, o meu é um deles! Hahauahua

O papo também aqui está ótimo mas estou no trabalho e não dá mais pra enrolar rsrs. Preciso ir! Fui.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Instabilidade



Esse fim de semana foi bom e tenso ao mesmo tempo. Bom porque, de certa maneira, consegui descansar após uma semana turbulenta, em que quase virei a noite e ainda tive um "pico" da obsessão gravídica. Mas foi tenso porque no sábado aconteceu algo que me deixou bem chateada. Estava voltando do curso de inglês e, após ter saído de um restaurante self-service no qual almocei com Amore, notamos que minha mochila estava aberta. Na hora deu aquele aperto no coração e fui conferir minhas coisas. Estava faltando uma bolsinha, tipo porta-níquel, na qual coloco algumas coisas muito importantes. Nela estavam dinheiro (cerca de R$70,00, que, para mim, é uma grana que que faz falta), alguns cartões e meu crachá do trabalho. Fiquei muito triste, chegamos a refazer o trajeto para ver se a pessoa teve a caridade de pegar só a grana e jogar a bolsinha com o resto pela rua. Mas nada. Voltamos no restaurante e perguntamos, mas não deu em nada. Cara, foi questão de dois minutos. Fiquei com raiva de mim e me culpando, pois logo eu que sou tão esperta para essas coisas fui fazer tanta burrada! Coloquei a bolsinha no bolso da frente da mochila, um bolso raso e de fácil acesso. Não consigo me lembrar se fui eu que deixei o bolso aberto, mas acho que isso tenha sido o mais provável pois, se a pessoa abrisse, acho que teria sentido o movimento. Deixei a mochila nas costas! Sei que isso é o óbvio, mas passo naquela região todos os dias e como ela é meio "muvuquenta" eu SEMPRE coloco a mochila na frente, na barriga, sabe? Justo naquele dia, foi acontecer toda essa conjuntura que culminou num furto!!! Me culpei por ser tão distraída, tão idiota, aff... Mas já passou. A grana vai fazer falta, é claro, mas felizmente não vai me fazer passar nenhuma necessidade nem deixar nenhuma conta sem pagar. O único trabalho chato foi ter que ligar para cancelar todos os cartões e ficar sem o dito cujo, até o novo chegar. Vou ter que fazer todas as operações bancárias no caixa comum, pegando uma baita fila pois é começo de mês!!! E fiquei sem grana para almoçar pois meu Visa Vale também foi furtado e o novo só chega em até sete dias úteis... Que saco... Mas enfim, já passou e o que posso fazer é agradecer a Deus por estar tudo bem, por não ter sido um assalto com violência e tudo mais, por não ter colocado documentos na bolsinha, enfim, focar nas coisas boas. Estou aqui, vivinha da silva, com saúde e com os mesmos planos, sonhos, delírios e diarreias mentais de sempre. Hahahahaha... Continuo a mesma maluca de sempre, isso não podem tirar de mim! =D

Passado o desabafo com o furto, vou entrar no assunto que mais me assombra desde os primórdios de minha precoce e recente vida adulta. Sim, a obsessão gravídica. Agora, preciso fazer essa reflexão: se eu sei muito bem que minha vida adulta é precoce e recente, e também sei muito bem que passa suuuuper rápido (vide relato da galera mais velha), por que será que esta anta aqui, em vez de curtir de tudo quanto é maneira, quer apressar tudo, quer antecipar as coisas, pular etapas, colocar a carroça na frente dos bois? Por que? Por que? Por queeeeeeeee??? Olha, se eu tivesse assim, na ponta da língua, uma resposta minimamente coerente para essa complexa pergunta, acho que metade dos meus problemas estariam resolvidos. Pelo menos os problemas de ordem emocional. O que acabaria influenciando positivamente nos problemas de ordem prática, uma vez que eu, mais feliz e bem resolvida, viveria bem melhor em todos os campos!!! Uau, que maneiro, descobri a fórmula do sucesso, né?! Pode ser que sim, mas e agora, comofaz? Como bota em prática? Sei lá sabe... É complicado. É muito lindo fazer planos perfeitos e racionalíssimos, saber tudinho na teoria... Mas não dá pra esquecer que sou um ser humano, altamente complexo como qualquer outro. E não adianta ter uma estratégia militar orquestrada no papel se, na hora do "vamo vê" existem uma séria de nuances internas e externas que vão influenciar direta e indiretamente.

Durante o sábado e o domingo o assunto filhos ficou martelando insistentemente na minha cabeça. Por alguns instantes eu abraçava a ideia de ter o filho "pra ontem", mas era só pensar em algum outro plano que não foi concluído que eu "jogava" a ideia do filho mais pra frente, para quando tal plano já fosse uma realidade. Ultimamente tem sido muito difícil "enganar" ou convencer a minha mente de qualquer coisa relativa a esse assunto. Até funciona na hora, mas eu mesma não dou credibilidade porque sei que não vai durar muito tempo. Esse fim de semana, por exemplo, eu já me "decidi" por umas três datas completamente diferentes: dezembro/2011; julho/2012 e julho/2014(!!!!!)... Lembrando que essas seriam as datas pra largar o AC e não para engravidar/parir, até porque, isso eu não controlo!!! Hahaha Apesar de ser um bocado controladora, disso eu tenho consciência!!! Hehehe

E essa é minha vida, minha "batalha interna": estou eu, normalmente, assistindo TV, lavando a louça, lendo ou fazendo comida... Qualquer um acha que está tudo normal, mas não faz ideia de que, dentro dessa minha caxola, estão acontecendo embates épicos, com um número infinito de rounds e, ainda sem vencedor. A cada round, um dos "lutadores" ganha e eu fico ainda mais confusa. Para fazer com que a razão ganhe, é muito simples: basta eu imaginar, naquele momento em que estou especialmente ocupada e/ou cansada, uma criança me demandando muito, precisando de atenção, cuidado, carinho, fazendo pirraça... Eu desisto na hora! Kkkkkkkkkk Ou então imagino a gente querendo visitar minha família, que mora em outra cidade e aí lembro dos casais com filhos pequenos que sempre encontramos no ônibus, um perrengue danado para entrar no busão, impossível levar carrinho, pois esse ônibus só tem uma porta pra descer e subir, e tem uma roleta que impede a passagem de um carrinho mesmo fechado, fora que o corredor é apertadíssimo, portanto, enfia o carrinho aonde? Sei que parece um detalhe bobo, mas não quero ficar isolada dos meus familiares e nem dependendo de carona ou táxi (caro!)... Na nossa realidade de casal s/ filhos, um carro é até desnecessário. Mas com um bebê/criança, faz muita diferença porque a gente passa a carregar muita tralha. Hahahaha Portanto, acabei definindo como meta que nós precisamos ter um carro antes de ter um baby. Mas isso vai demorar pelo menos um ano, pois quero juntar a grana para pagar a vista. (e será um carro barato, de segunda mão, que custe menos de R$10 mil, senão não dá!) Não quero me meter em prestações pois o carro em si já trará despesas como combustível, estacionamento (nosso prédio não tem), seguro, manutenção, ipva etc. E ainda tem o gasto que teremos para que meu Amore tire a carteira (eu tenho pavor de dirigir, nem tentarei). Desse modo, acho que a data de Julho/2014 acaba sendo a mais coerente mesmo. =/ Mas quem disse que meu coraçãozinho ansioso entende?

Por outro lado sei também que tudo isso não é condição sine qua non para ter um filho. Sei que muita gente tem até mais de um filho ganhando bem menos que eu, sem carro, sem uma estrutura mínima. Mas se eu posso esperar para dar algo melhor para ele, pra que antecipar sabendo que vou passar perrengue? Sinto que é um bocado egoísta de minha parte trazer uma criança ao mundo simplesmente porque eu quero e não pensar na vida desse ser humano que virá. Será que a vida dele/dela vai ser boa? Sei que darei o meu melhor, é claro, mas esse melhor não seria melhor ainda caso eu demandasse de mais tempo/dinheiro/estrutura para gerar e criar esse filho? Em compensação, quem foi que ditou as regras do que é "condição ideal" para ter um filho? Uma criança rica é necessariamente mais feliz do que uma criança pobre ou classe média? E aonde ficam as coisas que o dinheiro não paga? Meu filho vai, necessariamente, ser infeliz por eu não ter carro, não poder pagar a escola mais cara, não viajar para a Disney, não ter os brinquedos mais caros ou as roupas de marca? Sinceramente, creio que não. Eu, quando criança, só andava de ônibus, estudei em escola pública e fui bolsista nas particulares, nunca saí do Brasil, nunca nem viajei de avião, dificilmente tinha algo de marca e estou aqui, realizada e, hoje, mesmo trabalhando e ganhando meu dinheirinho, nunca me apertei pra comprar algo "de marca" ou "da moda". Fico feliz por não ter ficado dependente dessa economia baseada no status, na imagem, no "eu tenho" e não no "eu sou". Provavelmente, se na infância eu tivesse tido toda aquela "mordomia", hoje eu não saberia viver sem ela e aí sim eu teria que esperar até uns 35 anos ou mais para conquistar todo esse luxo. Mas, como atualmente eu já cheguei no patamar de qualidade de vida que eu tinha na minha infância, é normal que eu me sinta satisfeita e capaz de criar um filho com o que possuo.

Bom, vou ficar por aqui porque já escrevi demais e isso já está parecendo um testamento.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Confusa demais

Sinceramente, o turbilhão em minha mente anda tão sinistro que sinto que vou enlouquecer. A cada cinco minutos tenho uma opinião diferente no que diz respeito a ser mãe. Ou melhor, não no que diz respeito a ser mão, mas sim no que diz respeito a QUANDO ser mãe.

Eu sou uma ansiosa de carteirinha. Sempre fui assim e não adianta lutar contra isso porque acaba sendo pior. Costumo dizer pra minha terapeuta que eu sou uma auto-sabotadora nata. Rsrsrs Ela discorda, diz que tem um conceito de auto-sabotagem um pouco diferente do meu, mas ah, ela é formada em psicologia, então não conta! Hehehe Estou falando do que eu sinto mesmo e não do que Freud, Jung ou sei lá mais quem estudou.

E no final das contas fico me sentindo uma cretina sem personalidade porque, tudo quanto é coisa que leio ou ouço me influencia com uma facilidade incrível. Exemplo: se eu leio/ouço/vejo alguém naquela plenitude materna, quase como um comercial de margarina, eu penso: PRECISO engravidar pra ontem!!! Agora se eu leio/ouço/vejo a pessoa meio que passando perrengue, tipo filho berrando, noites em claro, cocos meteóricos, pirraça, crianças respondonas, teimosas, mal educadas e mãe enlouquecida, com olheiras, acima do peso, pés de galinha, casamento destruído etc (UFA!): não penso duas vezes! Quero adiar por, no mínimo, uns 10 anos os planos de aumentar a família!!!

Isso é terrível!!!Pois é fácil passar por essas situações várias vezes num único dia, visto que estou sempre navegando na blogosfera materna, daí sempre tem post "maravilindo-amo-ser-mãe-é-tudo-muito-fácil" mas também tem muito post "socorro-alguém-me-ajuda-estou-ficando-louca-ninguém-me-contou-que-era-assim". E, no meio dessa "dor e delícia", desse padecer no paraíso, fico euzinha, em cima do muro. Sem saber se enlouqueço de tanto pensar no quanto eu quero um filho ou se enlouqueço criando esse filho. Kkkkkkkk Se for pra ser lógica, enlouquecer por enlouquecer, acho que prefiro a segunda opção,assim enlouqueço sendo a mulher mais feliz do mundo.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Starting

Na verdade gostaria de ter começado esse diário há muito tempo. As ideias, os devaneios, os pensamentos, tudo fica passeando aqui na minha mente, mas ainda não tinha encontrado uma brecha nessa rotina louca para registrar todo esse turbilhão que se passa aqui dentro. É ruim porque muita coisa acabou sendo perdida. Desperdicei a chance de "congelar" certos momentos, certos "eus" em palavras, que me dariam a oportunidade de revisitar tudo isso quando quisesse e me ver em diversos momentos da vida, como quem acompanha o próprio álbum de fotografias. Porém, nada de se lamentar. O que importa é que hoje resolvi dar o grande passo e, o mais importante de tudo, agora o compromisso tem que ser de não deixar a peteca cair. Preciso me envolver com esse projeto de corpo e alma para criar o resultado que realmente quero e preciso e, são esses frutos maravilhosos que colherei lá na frente que fazem a vontade de me dedicar para que isso exista e cresça. Portanto, resumindo, nada de ficar escrevendo e sumindo, ou fazer um registro qualquer só pra "comparecer". O segredo é manter a constância e a transparência. Desse modo, não tem como não dar certo!

Enfim, iniciar um diário, pelo menos para mim, é sempre muito estranho. Primeiro porque não sei se preciso ir narrando os fatos passados para construir uma certa lógica, dar sentido ao presente ou se saio logo falando do hoje, do agora e que se dane o que ficou para trás, ainda que isso explique o que ocorre hoje. Se for pensar que escrevo para mim, é meio ilógico, uma vez que, quem viveu tudo fui eu mesma, portanto, não preciso de elucidações sobre os caminhos de minha própria vida!!! Por outro lado, será que daqui a muitos anos, quando eu for reler isso, esse "resgate" no registro fará falta? Precisarei eu, dos esclarecimentos que me mostrem como cheguei à tal situação? Mas, se for assim, do jeito que sou detalhista, teria que fazer uma biografia, desde os mais remotos anos, desde que me lembro de minha própria existência! Rsrs... Pois é... Estranho e confuso. Mas essa sou eu! Se fosse diferente, não seria eu.

Portanto, fica decidido que vou começando pelo hoje mesmo, sem dar grandes retornos ao passado, porém, sempre que necessário, faço algum breve (ou longo!) resgate... Ah, nostalgia é meu segundo nome! Hahahaha

Eu havia me prometido que não faria posts longos, mas devia ter sido lúcida o suficiente para nem cogitar uma coisa dessas, pois me conhecendo como conheço, sei que prolixa é meu terceiro nome. Rsrsrs E agora, cá estou, gastei três parágrafos só com a introdução e ainda nem falei do hoje, dos fatos de fato! Pois acho que, dadas as circunstâncias, para tal quesito, serei bem sucinta.

Neste momento, estou no trabalho e algumas sensações esquisitas perpassam meu corpo e mente. Acontece que, de ontem para hoje, precisei fazer um trabalho para a faculdade que era meio complicadinho, daí a coisa só começou a engrenar à noite, quando meu amore chegou e me deu um help. Porém, o trabalho era para hoje de manhã, portanto, eu não tinha muito para onde correr, era terminar ou terminar. E eram dois trabalhos! E bem trabalhosos! Honraram o fato de serem chamados de TRABALHOS! Aff.... Conclusão, fiquei acordada fazendo os dito cujos até as 3 horas da madrugada!!!! E detalhe, para acordar às 6h!!! Que beleza, 3 horinhas de sono... Já estava imaginando como seria meu dia de trabalho... Então, a sensação que perpassa meu corpo é de extremo cansaço, parece que fui atropelada por um caminhão (não que eu já tenha sido, para poder comparar. Hahaha) e que levei uma surra das brabas!!! Mas essa sensação é fichinha perto da outra. A outra é muito mais complicada, cansativa, insistente e difícil de "curar"... A outra sensação está na mente e, por muitas vezes, aquilo que que gruda em sua mente como carrapato estrela, não é tão simples de se livrar quando um cansaço físico, para o qual basta um cochilo, um descanso, uma distração ou uma xícara de café para revigorar.

Essa sensação na mente é o que eu costumo chamar de obsessão gravídica. Foi um apelido mais ou menos carinhoso que coloquei em algo que, na verdade, incomoda muito. Sem termos científicos, o diagnóstico é o seguinte: verdadeira fixação por tudo que envolva gravidez, parto, bebês, crianças, maternidade / maternagem, cuidados, desenvolvimento infantil etc e tal. Ah, mas isso tudo é muito simples! A solução é apenas ter um filho, certo? ERRADO! Seria absolutamente certo se meu lado racional simplesmente concordasse com esse lado emocional louco, apressado e confuso! Mas o lado racional "duela" o tempo todo com o emocional, por causa dos seguintes argumentos:

Idade (não sou uma adolescente mas estou bem jovem);

Faculdade (estou na reta final mas não terminei);

Relacionamento (eu e amore não casamos no papel mas vivemos junto muito bem, obrigada. Acontece que essa vida "conjugal" só tem um ano, portanto, acho seria legal ficar mais um tempo só na vida à dois);

Grana (creio que esse seja o fator que mais pesa. Não passamos necessidade, graças a Deus, mas a grana também não está sobrando, portanto, ficaria bem apertado trazer um filho ao mundo nas condições atuais).

Existem dezenas de outros fatores mas creio que esses sejam os principais; são aqueles que seguram minhas mãos me impedindo de jogar o anti-concepcional no lixo e correr atrás daquilo que acredito que me fará feliz. E o que tem me causado mais angústia ultimamente é essa dicotomia, esse antagonismo todo dentro de um único ser, que me faz mudar de opinião sobre isso umas 50 vezes num único dia e muitas vezes me traz transtornos na vida prática como pouco rendimento no trabalho/faculdade, dores de cabeça, mau humor etc. Já estou fazendo acompanhamento psicológico há mais de um ano, mas todos sabemos que essas coisas não se resolvem assim, de uma hora pra outra. Portanto o negócio é ter paciência e ir encontrando o caminho assim mesmo, no decorrer do percurso, o que não dá pra fazer é ficar parada decidindo se sigo o mapa ou trilho intuitivamente.