Mostrando postagens com marcador tristeza; decepção; filhos; planos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tristeza; decepção; filhos; planos. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
O castelo de cartas
Pois é, ele caiu. Percebi que eu estava construindo todo esse meu ideal de maternidade, de família feliz, numa base muito frágil. Era um simples castelo de cartas e, com o mais fraco dos ventos, ele veio abaixo.
Olhando para trás, penso como eu posso ter sido tão boba, tão inocente? Eu estava planejando tudo sozinha e não tinha me dado conta. Vez ou outra eu comentava alguma coisa com o marido e, como eu já mencionei aqui, recebia algo no efeito "morde e assopra", ou seja, ele falava algo que agradava muito e logo depois falava alguma besteira meio "ogra". Claro que eram brincadeiras, mas não eram coisinhas à toa, eram a mensagem que eu devia ter captado. Eram os sinais que diziam que tinha alguma coisa errada ali, que ele estava querendo me dizer que não estava pronto.
Após inúmeras tentativas "sutis" de passar a mensagem sem sucesso, creio eu que, foi identificada a necessidade de ser mais direto. Foi então que, hoje pela manhã, após uma conversa meio "acalorada" sobre nossas divergências na criação de um filho, eu escuto essa, sem tirar nem por: "Não vejo nenhuma utilidade em ter um filho".
Desabei, fiquei muito triste, mas logo vi que, o tempo todo, a tola fui eu. Isso já estava claro desde o princípio. Por via das dúvidas, perguntei, só pra não dizerem que eu inferi algo: "Então quer dizer que, você só tem concordado com o assunto, você só vai ter o filho, no futuro, para me agradar? E ouvi um sono "Sim".
Isso pode até satisfazer algumas mulheres desesperadas pela maternidade, mas a mim não. Para mim não é suficiente um cara topar ter um filho comigo só para me ver feliz. Sei que isso nunca vai dar certo e, mais dia menos dia, vamos ser francos, vai culminar numa separação. Quero um parceiro de vida, um cara que se una a mim nos grandes objetivos da vida e siga pela estrada, mirando aquele alvo, com a mesma garra, a mesma vontade, a mesma paixão. Sei que temos nossas individualidades, como os objetivos profissionais, pessoais e etc, porém, um filho JAMAIS pode ser tido comoum objetivo pessoal, é uma realização do casal e se não for encarada dessa forma, como já disse anteriormente, dificilmente dará certo, dificilmente a relação resistirá a esse "abalo sísmico" que é a chegada de um filho se os dois não estiverem igualmente engajados nesse projeto.
Para mim não basta o fato de que para ele "não fede nem cheira" ter um filho. Seria a mesma coisa que comprar um vaso decorativo que eu amei e para ele não faz diferença? Um filho não é um objeto e jamais será imperceptível para um casal, jamais. Ele entra com tudo, rouba a cena, muda nossas vidas para sempre, não existe essa de "não faz a menor diferença para mim". Ou quer ou não quer!!! E creio que, se for pra analisar bem,ele está mais para o não quer.
Muita gente pode dizer assim: "Ah, mas o marido da fulana também era assim, aliás, até dizia que não queria ser pai, dizia que abominava crianças. E foi só a esposa engravidar que o cara mudou da água pro vinho. E quando o bebê nasceu, nossa, virou um paizão!". Sim, eu sei que esses casos são possíveis e não são raros também. Mas eu vou arriscar? Vou lá, na encolha, "enganar" o meu marido com o AC, engravidar "por acidente" e ver o que acontece? Ah, me desculpe, mas prefiro continuar na dúvida do que querer tirar a prova dos nove envolvendo uma vida inocente.
Concluindo, o plano de "engravidamento", por enquanto, está suspenso. Mas não vamos ter isso como definitivo, lá em casa é assim mesmo, parece até a vinheta da Band News: "em vinte minutos, tudo pode mudar".
Assinar:
Postagens (Atom)
