Sinceramente, o turbilhão em minha mente anda tão sinistro que sinto que vou enlouquecer. A cada cinco minutos tenho uma opinião diferente no que diz respeito a ser mãe. Ou melhor, não no que diz respeito a ser mão, mas sim no que diz respeito a QUANDO ser mãe.
Eu sou uma ansiosa de carteirinha. Sempre fui assim e não adianta lutar contra isso porque acaba sendo pior. Costumo dizer pra minha terapeuta que eu sou uma auto-sabotadora nata. Rsrsrs Ela discorda, diz que tem um conceito de auto-sabotagem um pouco diferente do meu, mas ah, ela é formada em psicologia, então não conta! Hehehe Estou falando do que eu sinto mesmo e não do que Freud, Jung ou sei lá mais quem estudou.
E no final das contas fico me sentindo uma cretina sem personalidade porque, tudo quanto é coisa que leio ou ouço me influencia com uma facilidade incrível. Exemplo: se eu leio/ouço/vejo alguém naquela plenitude materna, quase como um comercial de margarina, eu penso: PRECISO engravidar pra ontem!!! Agora se eu leio/ouço/vejo a pessoa meio que passando perrengue, tipo filho berrando, noites em claro, cocos meteóricos, pirraça, crianças respondonas, teimosas, mal educadas e mãe enlouquecida, com olheiras, acima do peso, pés de galinha, casamento destruído etc (UFA!): não penso duas vezes! Quero adiar por, no mínimo, uns 10 anos os planos de aumentar a família!!!
Isso é terrível!!!Pois é fácil passar por essas situações várias vezes num único dia, visto que estou sempre navegando na blogosfera materna, daí sempre tem post "maravilindo-amo-ser-mãe-é-tudo-muito-fácil" mas também tem muito post "socorro-alguém-me-ajuda-estou-ficando-louca-ninguém-me-contou-que-era-assim". E, no meio dessa "dor e delícia", desse padecer no paraíso, fico euzinha, em cima do muro. Sem saber se enlouqueço de tanto pensar no quanto eu quero um filho ou se enlouqueço criando esse filho. Kkkkkkkk Se for pra ser lógica, enlouquecer por enlouquecer, acho que prefiro a segunda opção,assim enlouqueço sendo a mulher mais feliz do mundo.
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