E na quarta-feira eu estava tão empolgada com a consulta à gineco-obstetra, que acabei nem contando como foi a consulta de retorno à psicóloga, na terça-feira.
Foi legal. Me acalmou um pouco mais, me deu um pouco mais de leveza pois desabafar é sempre bom. Mas não é aquela mágica sabe. Já tem uns dois anos que estou nessa terapia e sei que tive progressos nesse período. Mas não é nada muito claro, sabe. Não visualizo "eu estava no ponto X, agora, por conta da terapia, estou no ponto Y". Mas acredito que, no desenrolar desses últimos dois anos, os caminhos que percorri foram menos tortuosos com a ajuda dessas sessões.
Falamos um bocado sobre filhos, relacionamento, trabalho, entre outros. Contei à ela como a "obsessão gravídica" andou me perturbando um pouco mais que o normal nesse fim de ano. Não sei exatamente o porque. E também como estou desanimada com esse ano de 2012 só de pensar o turbilhão de coisas que terei de enfrentar no que diz respeito à faculdade. Serão 300 horas de estágio supervisionado (além das 8 diárias que já trabalho por dia!), 4 disciplinas pra cursar à noite e mais a monografia, que nem comecei a escrever =/
Sobre o estágio, eu até já consegui um. Obviamente, não remunerado. Precisarei fazer umas 16 horas horas semanais para conseguir vencer as 300 horas até junho. Para tal, terei que sair todos os dias mais cedo do trabalho e compensar esse tempo com férias. Aff, morro de raiva quando penso que, por culpa daquela faculdade cretina, eu desperdiçarei minhas férias assim, com trabalho escravo. Digo isso porque, já faz algum tempo, eu descobri que não gostava da faculdade nem do curso que estava fazendo. O problema é que meu sustento (trabalho) dependia dessa faculdade, então, resolvi continuar tomando esse remédio amargo, já que me mantinha de pé. Mas tá difícil sabe. Por conta do trabalho, tive que diminuir o ritmo da faculdade e, num curso de 4 anos de duração, já estou indo pro 6º. Cara, ficar seis anos num curso que você detesta, é uma torturaaaa. A única coisa que me dá um pouco de ânimo é saber que, agora sim, de verdade, estou na reta final. Tudo bem, é uma reta bem difícil, mas é a maldita reta final, onde já consigo ver a linha de chegada rsrsrs.
Enfim, é correr atrás disso tudo e torcer pra 2012 passar muuuuuuiiiito rápido, de forma que eu nem sinta essa super dose do remédio amargo que venho tomando há tantos anos rsrs. Depois todo esse "tratamento" acaba e estarei "curada", é só correr pro abraço hehehehe
Provavelmente na semana que vem já começarei o estágio lá na instituição que me acolheu (pra trabalhar de graça né, quem não quer?! rs)
É tanta coisa que até fico zonza. Amanhã recomeço as aulas de inglês. E, com esse ritmo louco de trabalho, estágio + faculdade (isso cabe num dia de 24 horas?!), nem sei se vai dar pra continuar com a psicóloga. O pior é que eu gosto, me faz bem e nesse período enlouquecedor, seria de grande valia. Vou conversar com ela e ver como isso fica...
Bom final de semana a todos
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Tentando equilibrar-me
Estou me sentindo bem! Sei lá, acho que quando tenho muita coisa pra ocupar minha cabeça, pra me distrair, eu acabo desencanando um pouco da "obsessão gravídica" e me sinto leve, feliz! Será que me problema é ócio demais?! hahahaha Impossível, eu já ocupo meu tempo praticamente todo! Trabalho o dia inteiro, estudo à noite e ainda faço curso de inglês aos sábados... Só me sobra o domingo pra descansar um bocadinho.
Fiquei analisando essa questão pra tentar descobrir COMO e AONDE eu encaixo esse obsessão gravídica na minha rotina atribulada. E COMO isso não me convence a adiar de uma vez por todas os planos de ser mãe, afinal, se a rotina é corrida assim, um filho não terá de mim um bom tempo dedicado, atenção e suporte, itens que considero extremamente necessários!
E foi aí que cheguei à conclusão: eu tenho tempo para obsessão gravídica quando estou no trabalho! Enquanto a maioria das pessoas dão aquela "voada" para entrar no facebook, twitter e afins, ou para tomar um café ou para ficar de papo com o colega do outro andar, eu "voo" com a minha obsessão gravídica! Seja na web, através dos blogs e sites especializados, seja fazendo meu planejamento, com minhas infinitas planilhas rsrsrs sim, eu assumo, sou louca. Pensando bem, acho que fico algum tempo por dia "nutrindo" a obsessão gravídica. Estou com medo de isso afetar meu desempenho no trabalho! Porque, se são horas que eu deveria estar trabalhando, enfim, são horas perdidas (no quesito trabalho, porque, no quesito maternidade são horas ganhas hohohoho)
Claro que eu não deixo os prazos passarem. Sei classificar bem minhas tarefas por prioridade e, felizmente, consigo dar conta. Mas eu não queria apenas dar conta, sabe? Talvez, com esse tempo utilizado para "voar" pela obsessão gravídica, eu conseguisse fazer coisas um pouco além do esperado pela chefia, algo diferente, inovador, que chamasse a atenção deles e me colocasse melhor na empresa ou até trouxesse um aumento! Mas não, eu não consigo! Eu não consigo passar um dia sequer sem pensar nisso e daí eu fico meio deprê porque eu penso assim: pô, a maioria das mulheres "curte" sua vida de solteira, depois de casada junto com o maridón, tudo isso sem sequer pensar (pelo menos não do jeito que eu penso) em filhos. Daí, depois de alguns anos eles decidem aumentar a família e a mulher (pq o homem, ainda, nem tanto) fica imersa nesse universo materno, sabendo que isso é por muuuuuiiito tempo, quiçá, para sempre! Daí eu, essa anta de galochas, já estou "imersa" há muito tempo! Conclusão: minha vida praticamente inteira vai ser imersa na maternidade! Antes de ser mãe e sendo mãe! O que eu curti? O que eu aproveitei? Quais as loucuras que fiz na vida sem filhos? Fiquei pesquisando e planejando os filhos?! OMG!
Mas aí eu também paro pra pensar no seguinte: esse negócio de curtir é muito relativo! O que é curtir pra mim? Talvez, aquilo que me faça mais feliz, aquilo que esteja na minha categoria de "curtir" seja realmente uma vida com filhos! Enquanto para uns curtir é dançar a noite toda, tomar um porre, saltar de bungee-jump, viajar de mochilão, namorar/ficar com vários, sexo sem compromisso, alimentação maluca, acordar ao meio-dia etc e tal... para mim, curtição é uma vida tranquila, mansinha! Adoro caminhar na praia/orla, ir ao cinema, jantar fora (às vezes, não constantemente), viajar (destinos tranquilos e não mto longínquos), piquenique, passear em parques e jardins etc e tal. Claro que com criança a vida não é uma maré mansa! Tem imprevistos, birras, teimosias, choros, contrariedades, enfim, nem tudo sai como o planejado! Mas também tenho certeza que tem muita coisa boa, se não, ninguém faria filhos! ahauaha E nem repetiria o "erro" (tendo mais filhos depois de ver como foi). Tenho certeza de que também terei muitos sorrisos, gargalhadas, declarações, abraços, beijos, fofuras e olhinhos brilhando! E isso fará tudo valer a pena!
Acho que tudo o que eu preciso mesmo é equilíbrio... acertar essas "equações" e viver com a certeza de que tudo tem seu tempo e meu tempo vai chegar! E, quando chegar, com certeza eu vou sentir!
PS: mais tarde ou amanhã eu volto para falar/mostrar o resultado da saga "vestido para festa - relato de uma desesperada" rs
Fiquei analisando essa questão pra tentar descobrir COMO e AONDE eu encaixo esse obsessão gravídica na minha rotina atribulada. E COMO isso não me convence a adiar de uma vez por todas os planos de ser mãe, afinal, se a rotina é corrida assim, um filho não terá de mim um bom tempo dedicado, atenção e suporte, itens que considero extremamente necessários!
E foi aí que cheguei à conclusão: eu tenho tempo para obsessão gravídica quando estou no trabalho! Enquanto a maioria das pessoas dão aquela "voada" para entrar no facebook, twitter e afins, ou para tomar um café ou para ficar de papo com o colega do outro andar, eu "voo" com a minha obsessão gravídica! Seja na web, através dos blogs e sites especializados, seja fazendo meu planejamento, com minhas infinitas planilhas rsrsrs sim, eu assumo, sou louca. Pensando bem, acho que fico algum tempo por dia "nutrindo" a obsessão gravídica. Estou com medo de isso afetar meu desempenho no trabalho! Porque, se são horas que eu deveria estar trabalhando, enfim, são horas perdidas (no quesito trabalho, porque, no quesito maternidade são horas ganhas hohohoho)
Claro que eu não deixo os prazos passarem. Sei classificar bem minhas tarefas por prioridade e, felizmente, consigo dar conta. Mas eu não queria apenas dar conta, sabe? Talvez, com esse tempo utilizado para "voar" pela obsessão gravídica, eu conseguisse fazer coisas um pouco além do esperado pela chefia, algo diferente, inovador, que chamasse a atenção deles e me colocasse melhor na empresa ou até trouxesse um aumento! Mas não, eu não consigo! Eu não consigo passar um dia sequer sem pensar nisso e daí eu fico meio deprê porque eu penso assim: pô, a maioria das mulheres "curte" sua vida de solteira, depois de casada junto com o maridón, tudo isso sem sequer pensar (pelo menos não do jeito que eu penso) em filhos. Daí, depois de alguns anos eles decidem aumentar a família e a mulher (pq o homem, ainda, nem tanto) fica imersa nesse universo materno, sabendo que isso é por muuuuuiiito tempo, quiçá, para sempre! Daí eu, essa anta de galochas, já estou "imersa" há muito tempo! Conclusão: minha vida praticamente inteira vai ser imersa na maternidade! Antes de ser mãe e sendo mãe! O que eu curti? O que eu aproveitei? Quais as loucuras que fiz na vida sem filhos? Fiquei pesquisando e planejando os filhos?! OMG!
Mas aí eu também paro pra pensar no seguinte: esse negócio de curtir é muito relativo! O que é curtir pra mim? Talvez, aquilo que me faça mais feliz, aquilo que esteja na minha categoria de "curtir" seja realmente uma vida com filhos! Enquanto para uns curtir é dançar a noite toda, tomar um porre, saltar de bungee-jump, viajar de mochilão, namorar/ficar com vários, sexo sem compromisso, alimentação maluca, acordar ao meio-dia etc e tal... para mim, curtição é uma vida tranquila, mansinha! Adoro caminhar na praia/orla, ir ao cinema, jantar fora (às vezes, não constantemente), viajar (destinos tranquilos e não mto longínquos), piquenique, passear em parques e jardins etc e tal. Claro que com criança a vida não é uma maré mansa! Tem imprevistos, birras, teimosias, choros, contrariedades, enfim, nem tudo sai como o planejado! Mas também tenho certeza que tem muita coisa boa, se não, ninguém faria filhos! ahauaha E nem repetiria o "erro" (tendo mais filhos depois de ver como foi). Tenho certeza de que também terei muitos sorrisos, gargalhadas, declarações, abraços, beijos, fofuras e olhinhos brilhando! E isso fará tudo valer a pena!
Acho que tudo o que eu preciso mesmo é equilíbrio... acertar essas "equações" e viver com a certeza de que tudo tem seu tempo e meu tempo vai chegar! E, quando chegar, com certeza eu vou sentir!
PS: mais tarde ou amanhã eu volto para falar/mostrar o resultado da saga "vestido para festa - relato de uma desesperada" rs
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Instabilidade
Esse fim de semana foi bom e tenso ao mesmo tempo. Bom porque, de certa maneira, consegui descansar após uma semana turbulenta, em que quase virei a noite e ainda tive um "pico" da obsessão gravídica. Mas foi tenso porque no sábado aconteceu algo que me deixou bem chateada. Estava voltando do curso de inglês e, após ter saído de um restaurante self-service no qual almocei com Amore, notamos que minha mochila estava aberta. Na hora deu aquele aperto no coração e fui conferir minhas coisas. Estava faltando uma bolsinha, tipo porta-níquel, na qual coloco algumas coisas muito importantes. Nela estavam dinheiro (cerca de R$70,00, que, para mim, é uma grana que que faz falta), alguns cartões e meu crachá do trabalho. Fiquei muito triste, chegamos a refazer o trajeto para ver se a pessoa teve a caridade de pegar só a grana e jogar a bolsinha com o resto pela rua. Mas nada. Voltamos no restaurante e perguntamos, mas não deu em nada. Cara, foi questão de dois minutos. Fiquei com raiva de mim e me culpando, pois logo eu que sou tão esperta para essas coisas fui fazer tanta burrada! Coloquei a bolsinha no bolso da frente da mochila, um bolso raso e de fácil acesso. Não consigo me lembrar se fui eu que deixei o bolso aberto, mas acho que isso tenha sido o mais provável pois, se a pessoa abrisse, acho que teria sentido o movimento. Deixei a mochila nas costas! Sei que isso é o óbvio, mas passo naquela região todos os dias e como ela é meio "muvuquenta" eu SEMPRE coloco a mochila na frente, na barriga, sabe? Justo naquele dia, foi acontecer toda essa conjuntura que culminou num furto!!! Me culpei por ser tão distraída, tão idiota, aff... Mas já passou. A grana vai fazer falta, é claro, mas felizmente não vai me fazer passar nenhuma necessidade nem deixar nenhuma conta sem pagar. O único trabalho chato foi ter que ligar para cancelar todos os cartões e ficar sem o dito cujo, até o novo chegar. Vou ter que fazer todas as operações bancárias no caixa comum, pegando uma baita fila pois é começo de mês!!! E fiquei sem grana para almoçar pois meu Visa Vale também foi furtado e o novo só chega em até sete dias úteis... Que saco... Mas enfim, já passou e o que posso fazer é agradecer a Deus por estar tudo bem, por não ter sido um assalto com violência e tudo mais, por não ter colocado documentos na bolsinha, enfim, focar nas coisas boas. Estou aqui, vivinha da silva, com saúde e com os mesmos planos, sonhos, delírios e diarreias mentais de sempre. Hahahahaha... Continuo a mesma maluca de sempre, isso não podem tirar de mim! =D
Passado o desabafo com o furto, vou entrar no assunto que mais me assombra desde os primórdios de minha precoce e recente vida adulta. Sim, a obsessão gravídica. Agora, preciso fazer essa reflexão: se eu sei muito bem que minha vida adulta é precoce e recente, e também sei muito bem que passa suuuuper rápido (vide relato da galera mais velha), por que será que esta anta aqui, em vez de curtir de tudo quanto é maneira, quer apressar tudo, quer antecipar as coisas, pular etapas, colocar a carroça na frente dos bois? Por que? Por que? Por queeeeeeeee??? Olha, se eu tivesse assim, na ponta da língua, uma resposta minimamente coerente para essa complexa pergunta, acho que metade dos meus problemas estariam resolvidos. Pelo menos os problemas de ordem emocional. O que acabaria influenciando positivamente nos problemas de ordem prática, uma vez que eu, mais feliz e bem resolvida, viveria bem melhor em todos os campos!!! Uau, que maneiro, descobri a fórmula do sucesso, né?! Pode ser que sim, mas e agora, comofaz? Como bota em prática? Sei lá sabe... É complicado. É muito lindo fazer planos perfeitos e racionalíssimos, saber tudinho na teoria... Mas não dá pra esquecer que sou um ser humano, altamente complexo como qualquer outro. E não adianta ter uma estratégia militar orquestrada no papel se, na hora do "vamo vê" existem uma séria de nuances internas e externas que vão influenciar direta e indiretamente.
Durante o sábado e o domingo o assunto filhos ficou martelando insistentemente na minha cabeça. Por alguns instantes eu abraçava a ideia de ter o filho "pra ontem", mas era só pensar em algum outro plano que não foi concluído que eu "jogava" a ideia do filho mais pra frente, para quando tal plano já fosse uma realidade. Ultimamente tem sido muito difícil "enganar" ou convencer a minha mente de qualquer coisa relativa a esse assunto. Até funciona na hora, mas eu mesma não dou credibilidade porque sei que não vai durar muito tempo. Esse fim de semana, por exemplo, eu já me "decidi" por umas três datas completamente diferentes: dezembro/2011; julho/2012 e julho/2014(!!!!!)... Lembrando que essas seriam as datas pra largar o AC e não para engravidar/parir, até porque, isso eu não controlo!!! Hahaha Apesar de ser um bocado controladora, disso eu tenho consciência!!! Hehehe
E essa é minha vida, minha "batalha interna": estou eu, normalmente, assistindo TV, lavando a louça, lendo ou fazendo comida... Qualquer um acha que está tudo normal, mas não faz ideia de que, dentro dessa minha caxola, estão acontecendo embates épicos, com um número infinito de rounds e, ainda sem vencedor. A cada round, um dos "lutadores" ganha e eu fico ainda mais confusa. Para fazer com que a razão ganhe, é muito simples: basta eu imaginar, naquele momento em que estou especialmente ocupada e/ou cansada, uma criança me demandando muito, precisando de atenção, cuidado, carinho, fazendo pirraça... Eu desisto na hora! Kkkkkkkkkk Ou então imagino a gente querendo visitar minha família, que mora em outra cidade e aí lembro dos casais com filhos pequenos que sempre encontramos no ônibus, um perrengue danado para entrar no busão, impossível levar carrinho, pois esse ônibus só tem uma porta pra descer e subir, e tem uma roleta que impede a passagem de um carrinho mesmo fechado, fora que o corredor é apertadíssimo, portanto, enfia o carrinho aonde? Sei que parece um detalhe bobo, mas não quero ficar isolada dos meus familiares e nem dependendo de carona ou táxi (caro!)... Na nossa realidade de casal s/ filhos, um carro é até desnecessário. Mas com um bebê/criança, faz muita diferença porque a gente passa a carregar muita tralha. Hahahaha Portanto, acabei definindo como meta que nós precisamos ter um carro antes de ter um baby. Mas isso vai demorar pelo menos um ano, pois quero juntar a grana para pagar a vista. (e será um carro barato, de segunda mão, que custe menos de R$10 mil, senão não dá!) Não quero me meter em prestações pois o carro em si já trará despesas como combustível, estacionamento (nosso prédio não tem), seguro, manutenção, ipva etc. E ainda tem o gasto que teremos para que meu Amore tire a carteira (eu tenho pavor de dirigir, nem tentarei). Desse modo, acho que a data de Julho/2014 acaba sendo a mais coerente mesmo. =/ Mas quem disse que meu coraçãozinho ansioso entende?
Por outro lado sei também que tudo isso não é condição sine qua non para ter um filho. Sei que muita gente tem até mais de um filho ganhando bem menos que eu, sem carro, sem uma estrutura mínima. Mas se eu posso esperar para dar algo melhor para ele, pra que antecipar sabendo que vou passar perrengue? Sinto que é um bocado egoísta de minha parte trazer uma criança ao mundo simplesmente porque eu quero e não pensar na vida desse ser humano que virá. Será que a vida dele/dela vai ser boa? Sei que darei o meu melhor, é claro, mas esse melhor não seria melhor ainda caso eu demandasse de mais tempo/dinheiro/estrutura para gerar e criar esse filho? Em compensação, quem foi que ditou as regras do que é "condição ideal" para ter um filho? Uma criança rica é necessariamente mais feliz do que uma criança pobre ou classe média? E aonde ficam as coisas que o dinheiro não paga? Meu filho vai, necessariamente, ser infeliz por eu não ter carro, não poder pagar a escola mais cara, não viajar para a Disney, não ter os brinquedos mais caros ou as roupas de marca? Sinceramente, creio que não. Eu, quando criança, só andava de ônibus, estudei em escola pública e fui bolsista nas particulares, nunca saí do Brasil, nunca nem viajei de avião, dificilmente tinha algo de marca e estou aqui, realizada e, hoje, mesmo trabalhando e ganhando meu dinheirinho, nunca me apertei pra comprar algo "de marca" ou "da moda". Fico feliz por não ter ficado dependente dessa economia baseada no status, na imagem, no "eu tenho" e não no "eu sou". Provavelmente, se na infância eu tivesse tido toda aquela "mordomia", hoje eu não saberia viver sem ela e aí sim eu teria que esperar até uns 35 anos ou mais para conquistar todo esse luxo. Mas, como atualmente eu já cheguei no patamar de qualidade de vida que eu tinha na minha infância, é normal que eu me sinta satisfeita e capaz de criar um filho com o que possuo.
Bom, vou ficar por aqui porque já escrevi demais e isso já está parecendo um testamento.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Confusa demais
Sinceramente, o turbilhão em minha mente anda tão sinistro que sinto que vou enlouquecer. A cada cinco minutos tenho uma opinião diferente no que diz respeito a ser mãe. Ou melhor, não no que diz respeito a ser mão, mas sim no que diz respeito a QUANDO ser mãe.
Eu sou uma ansiosa de carteirinha. Sempre fui assim e não adianta lutar contra isso porque acaba sendo pior. Costumo dizer pra minha terapeuta que eu sou uma auto-sabotadora nata. Rsrsrs Ela discorda, diz que tem um conceito de auto-sabotagem um pouco diferente do meu, mas ah, ela é formada em psicologia, então não conta! Hehehe Estou falando do que eu sinto mesmo e não do que Freud, Jung ou sei lá mais quem estudou.
E no final das contas fico me sentindo uma cretina sem personalidade porque, tudo quanto é coisa que leio ou ouço me influencia com uma facilidade incrível. Exemplo: se eu leio/ouço/vejo alguém naquela plenitude materna, quase como um comercial de margarina, eu penso: PRECISO engravidar pra ontem!!! Agora se eu leio/ouço/vejo a pessoa meio que passando perrengue, tipo filho berrando, noites em claro, cocos meteóricos, pirraça, crianças respondonas, teimosas, mal educadas e mãe enlouquecida, com olheiras, acima do peso, pés de galinha, casamento destruído etc (UFA!): não penso duas vezes! Quero adiar por, no mínimo, uns 10 anos os planos de aumentar a família!!!
Isso é terrível!!!Pois é fácil passar por essas situações várias vezes num único dia, visto que estou sempre navegando na blogosfera materna, daí sempre tem post "maravilindo-amo-ser-mãe-é-tudo-muito-fácil" mas também tem muito post "socorro-alguém-me-ajuda-estou-ficando-louca-ninguém-me-contou-que-era-assim". E, no meio dessa "dor e delícia", desse padecer no paraíso, fico euzinha, em cima do muro. Sem saber se enlouqueço de tanto pensar no quanto eu quero um filho ou se enlouqueço criando esse filho. Kkkkkkkk Se for pra ser lógica, enlouquecer por enlouquecer, acho que prefiro a segunda opção,assim enlouqueço sendo a mulher mais feliz do mundo.
Eu sou uma ansiosa de carteirinha. Sempre fui assim e não adianta lutar contra isso porque acaba sendo pior. Costumo dizer pra minha terapeuta que eu sou uma auto-sabotadora nata. Rsrsrs Ela discorda, diz que tem um conceito de auto-sabotagem um pouco diferente do meu, mas ah, ela é formada em psicologia, então não conta! Hehehe Estou falando do que eu sinto mesmo e não do que Freud, Jung ou sei lá mais quem estudou.
E no final das contas fico me sentindo uma cretina sem personalidade porque, tudo quanto é coisa que leio ou ouço me influencia com uma facilidade incrível. Exemplo: se eu leio/ouço/vejo alguém naquela plenitude materna, quase como um comercial de margarina, eu penso: PRECISO engravidar pra ontem!!! Agora se eu leio/ouço/vejo a pessoa meio que passando perrengue, tipo filho berrando, noites em claro, cocos meteóricos, pirraça, crianças respondonas, teimosas, mal educadas e mãe enlouquecida, com olheiras, acima do peso, pés de galinha, casamento destruído etc (UFA!): não penso duas vezes! Quero adiar por, no mínimo, uns 10 anos os planos de aumentar a família!!!
Isso é terrível!!!Pois é fácil passar por essas situações várias vezes num único dia, visto que estou sempre navegando na blogosfera materna, daí sempre tem post "maravilindo-amo-ser-mãe-é-tudo-muito-fácil" mas também tem muito post "socorro-alguém-me-ajuda-estou-ficando-louca-ninguém-me-contou-que-era-assim". E, no meio dessa "dor e delícia", desse padecer no paraíso, fico euzinha, em cima do muro. Sem saber se enlouqueço de tanto pensar no quanto eu quero um filho ou se enlouqueço criando esse filho. Kkkkkkkk Se for pra ser lógica, enlouquecer por enlouquecer, acho que prefiro a segunda opção,assim enlouqueço sendo a mulher mais feliz do mundo.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Starting
Na verdade gostaria de ter começado esse diário há muito tempo. As ideias, os devaneios, os pensamentos, tudo fica passeando aqui na minha mente, mas ainda não tinha encontrado uma brecha nessa rotina louca para registrar todo esse turbilhão que se passa aqui dentro. É ruim porque muita coisa acabou sendo perdida. Desperdicei a chance de "congelar" certos momentos, certos "eus" em palavras, que me dariam a oportunidade de revisitar tudo isso quando quisesse e me ver em diversos momentos da vida, como quem acompanha o próprio álbum de fotografias. Porém, nada de se lamentar. O que importa é que hoje resolvi dar o grande passo e, o mais importante de tudo, agora o compromisso tem que ser de não deixar a peteca cair. Preciso me envolver com esse projeto de corpo e alma para criar o resultado que realmente quero e preciso e, são esses frutos maravilhosos que colherei lá na frente que fazem a vontade de me dedicar para que isso exista e cresça. Portanto, resumindo, nada de ficar escrevendo e sumindo, ou fazer um registro qualquer só pra "comparecer". O segredo é manter a constância e a transparência. Desse modo, não tem como não dar certo!
Enfim, iniciar um diário, pelo menos para mim, é sempre muito estranho. Primeiro porque não sei se preciso ir narrando os fatos passados para construir uma certa lógica, dar sentido ao presente ou se saio logo falando do hoje, do agora e que se dane o que ficou para trás, ainda que isso explique o que ocorre hoje. Se for pensar que escrevo para mim, é meio ilógico, uma vez que, quem viveu tudo fui eu mesma, portanto, não preciso de elucidações sobre os caminhos de minha própria vida!!! Por outro lado, será que daqui a muitos anos, quando eu for reler isso, esse "resgate" no registro fará falta? Precisarei eu, dos esclarecimentos que me mostrem como cheguei à tal situação? Mas, se for assim, do jeito que sou detalhista, teria que fazer uma biografia, desde os mais remotos anos, desde que me lembro de minha própria existência! Rsrs... Pois é... Estranho e confuso. Mas essa sou eu! Se fosse diferente, não seria eu.
Portanto, fica decidido que vou começando pelo hoje mesmo, sem dar grandes retornos ao passado, porém, sempre que necessário, faço algum breve (ou longo!) resgate... Ah, nostalgia é meu segundo nome! Hahahaha
Eu havia me prometido que não faria posts longos, mas devia ter sido lúcida o suficiente para nem cogitar uma coisa dessas, pois me conhecendo como conheço, sei que prolixa é meu terceiro nome. Rsrsrs E agora, cá estou, gastei três parágrafos só com a introdução e ainda nem falei do hoje, dos fatos de fato! Pois acho que, dadas as circunstâncias, para tal quesito, serei bem sucinta.
Neste momento, estou no trabalho e algumas sensações esquisitas perpassam meu corpo e mente. Acontece que, de ontem para hoje, precisei fazer um trabalho para a faculdade que era meio complicadinho, daí a coisa só começou a engrenar à noite, quando meu amore chegou e me deu um help. Porém, o trabalho era para hoje de manhã, portanto, eu não tinha muito para onde correr, era terminar ou terminar. E eram dois trabalhos! E bem trabalhosos! Honraram o fato de serem chamados de TRABALHOS! Aff.... Conclusão, fiquei acordada fazendo os dito cujos até as 3 horas da madrugada!!!! E detalhe, para acordar às 6h!!! Que beleza, 3 horinhas de sono... Já estava imaginando como seria meu dia de trabalho... Então, a sensação que perpassa meu corpo é de extremo cansaço, parece que fui atropelada por um caminhão (não que eu já tenha sido, para poder comparar. Hahaha) e que levei uma surra das brabas!!! Mas essa sensação é fichinha perto da outra. A outra é muito mais complicada, cansativa, insistente e difícil de "curar"... A outra sensação está na mente e, por muitas vezes, aquilo que que gruda em sua mente como carrapato estrela, não é tão simples de se livrar quando um cansaço físico, para o qual basta um cochilo, um descanso, uma distração ou uma xícara de café para revigorar.
Essa sensação na mente é o que eu costumo chamar de obsessão gravídica. Foi um apelido mais ou menos carinhoso que coloquei em algo que, na verdade, incomoda muito. Sem termos científicos, o diagnóstico é o seguinte: verdadeira fixação por tudo que envolva gravidez, parto, bebês, crianças, maternidade / maternagem, cuidados, desenvolvimento infantil etc e tal. Ah, mas isso tudo é muito simples! A solução é apenas ter um filho, certo? ERRADO! Seria absolutamente certo se meu lado racional simplesmente concordasse com esse lado emocional louco, apressado e confuso! Mas o lado racional "duela" o tempo todo com o emocional, por causa dos seguintes argumentos:
Idade (não sou uma adolescente mas estou bem jovem);
Faculdade (estou na reta final mas não terminei);
Relacionamento (eu e amore não casamos no papel mas vivemos junto muito bem, obrigada. Acontece que essa vida "conjugal" só tem um ano, portanto, acho seria legal ficar mais um tempo só na vida à dois);
Grana (creio que esse seja o fator que mais pesa. Não passamos necessidade, graças a Deus, mas a grana também não está sobrando, portanto, ficaria bem apertado trazer um filho ao mundo nas condições atuais).
Existem dezenas de outros fatores mas creio que esses sejam os principais; são aqueles que seguram minhas mãos me impedindo de jogar o anti-concepcional no lixo e correr atrás daquilo que acredito que me fará feliz. E o que tem me causado mais angústia ultimamente é essa dicotomia, esse antagonismo todo dentro de um único ser, que me faz mudar de opinião sobre isso umas 50 vezes num único dia e muitas vezes me traz transtornos na vida prática como pouco rendimento no trabalho/faculdade, dores de cabeça, mau humor etc. Já estou fazendo acompanhamento psicológico há mais de um ano, mas todos sabemos que essas coisas não se resolvem assim, de uma hora pra outra. Portanto o negócio é ter paciência e ir encontrando o caminho assim mesmo, no decorrer do percurso, o que não dá pra fazer é ficar parada decidindo se sigo o mapa ou trilho intuitivamente.
Enfim, iniciar um diário, pelo menos para mim, é sempre muito estranho. Primeiro porque não sei se preciso ir narrando os fatos passados para construir uma certa lógica, dar sentido ao presente ou se saio logo falando do hoje, do agora e que se dane o que ficou para trás, ainda que isso explique o que ocorre hoje. Se for pensar que escrevo para mim, é meio ilógico, uma vez que, quem viveu tudo fui eu mesma, portanto, não preciso de elucidações sobre os caminhos de minha própria vida!!! Por outro lado, será que daqui a muitos anos, quando eu for reler isso, esse "resgate" no registro fará falta? Precisarei eu, dos esclarecimentos que me mostrem como cheguei à tal situação? Mas, se for assim, do jeito que sou detalhista, teria que fazer uma biografia, desde os mais remotos anos, desde que me lembro de minha própria existência! Rsrs... Pois é... Estranho e confuso. Mas essa sou eu! Se fosse diferente, não seria eu.
Portanto, fica decidido que vou começando pelo hoje mesmo, sem dar grandes retornos ao passado, porém, sempre que necessário, faço algum breve (ou longo!) resgate... Ah, nostalgia é meu segundo nome! Hahahaha
Eu havia me prometido que não faria posts longos, mas devia ter sido lúcida o suficiente para nem cogitar uma coisa dessas, pois me conhecendo como conheço, sei que prolixa é meu terceiro nome. Rsrsrs E agora, cá estou, gastei três parágrafos só com a introdução e ainda nem falei do hoje, dos fatos de fato! Pois acho que, dadas as circunstâncias, para tal quesito, serei bem sucinta.
Neste momento, estou no trabalho e algumas sensações esquisitas perpassam meu corpo e mente. Acontece que, de ontem para hoje, precisei fazer um trabalho para a faculdade que era meio complicadinho, daí a coisa só começou a engrenar à noite, quando meu amore chegou e me deu um help. Porém, o trabalho era para hoje de manhã, portanto, eu não tinha muito para onde correr, era terminar ou terminar. E eram dois trabalhos! E bem trabalhosos! Honraram o fato de serem chamados de TRABALHOS! Aff.... Conclusão, fiquei acordada fazendo os dito cujos até as 3 horas da madrugada!!!! E detalhe, para acordar às 6h!!! Que beleza, 3 horinhas de sono... Já estava imaginando como seria meu dia de trabalho... Então, a sensação que perpassa meu corpo é de extremo cansaço, parece que fui atropelada por um caminhão (não que eu já tenha sido, para poder comparar. Hahaha) e que levei uma surra das brabas!!! Mas essa sensação é fichinha perto da outra. A outra é muito mais complicada, cansativa, insistente e difícil de "curar"... A outra sensação está na mente e, por muitas vezes, aquilo que que gruda em sua mente como carrapato estrela, não é tão simples de se livrar quando um cansaço físico, para o qual basta um cochilo, um descanso, uma distração ou uma xícara de café para revigorar.
Essa sensação na mente é o que eu costumo chamar de obsessão gravídica. Foi um apelido mais ou menos carinhoso que coloquei em algo que, na verdade, incomoda muito. Sem termos científicos, o diagnóstico é o seguinte: verdadeira fixação por tudo que envolva gravidez, parto, bebês, crianças, maternidade / maternagem, cuidados, desenvolvimento infantil etc e tal. Ah, mas isso tudo é muito simples! A solução é apenas ter um filho, certo? ERRADO! Seria absolutamente certo se meu lado racional simplesmente concordasse com esse lado emocional louco, apressado e confuso! Mas o lado racional "duela" o tempo todo com o emocional, por causa dos seguintes argumentos:
Idade (não sou uma adolescente mas estou bem jovem);
Faculdade (estou na reta final mas não terminei);
Relacionamento (eu e amore não casamos no papel mas vivemos junto muito bem, obrigada. Acontece que essa vida "conjugal" só tem um ano, portanto, acho seria legal ficar mais um tempo só na vida à dois);
Grana (creio que esse seja o fator que mais pesa. Não passamos necessidade, graças a Deus, mas a grana também não está sobrando, portanto, ficaria bem apertado trazer um filho ao mundo nas condições atuais).
Existem dezenas de outros fatores mas creio que esses sejam os principais; são aqueles que seguram minhas mãos me impedindo de jogar o anti-concepcional no lixo e correr atrás daquilo que acredito que me fará feliz. E o que tem me causado mais angústia ultimamente é essa dicotomia, esse antagonismo todo dentro de um único ser, que me faz mudar de opinião sobre isso umas 50 vezes num único dia e muitas vezes me traz transtornos na vida prática como pouco rendimento no trabalho/faculdade, dores de cabeça, mau humor etc. Já estou fazendo acompanhamento psicológico há mais de um ano, mas todos sabemos que essas coisas não se resolvem assim, de uma hora pra outra. Portanto o negócio é ter paciência e ir encontrando o caminho assim mesmo, no decorrer do percurso, o que não dá pra fazer é ficar parada decidindo se sigo o mapa ou trilho intuitivamente.
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