sábado, 31 de dezembro de 2011

Adeus 2011

Bom, eu nem ia fazer post de final de ano, mas aí pensei: "poxa, já estou há mais de uma semana sem aparecer no blog, agora sóóóó ano que vem (A dramática-exagerada kkk) ???

Enfim, resolvi passar aqui só pra deixar registrado meu estado de espírito nesse último dia do ano, afinal, para mim, o intuito do blog é esse, registrar as coisas para que eu possa consultar futuramente.

Recapitulando as questões dos últimos posts: o vestido que encomendei pela net para ir à festa não ficou muito bom. Quer dizer, é bonitinho e não caiu tão mal no meu corpo, mas o tecido é mais simples do que eu imaginava e daí acabou que não fiquei tão formal quanto a festa pedia. Paciência, já tinha gasto meu rico dinheirinho nele e não dava pra comprar outro, até porque, nem dava tempo. Fui com ele mesmo e olha que não fiz feio. A maioria das pessoas não estava elegantérrima, tava tipo eu mesmo. É que fazia tanto tempo que eu não ia nesse tipo de festa, que nem sei mais como funcionam essas "regrinhas" de vestimenta e etc kkkk

De Natal foi tudo bem. Fomos passar com a minha família mas não demoramos muito porque temos o costume de dormir cedo. Poxa, maridinho ficou com um mau humor que beirava o insuportável, ele é meio avesso a essas confraternizações familiares sabe, mas não imaginei que ele ia ficar tão azedo. Fica a lição para os próximos anos, terei que decidir se deixo ele em casa sozinho ou se faço uma pequena ceia só para nós dois em casa e largo toda a minha família decepcionada comigo. Minha família é muito numerosa e ao mesmo tempo muito unida e festeira, eles ficam muito chateados quando alguém "fura", principalmente se for no Natal e por um motivo bobo (ficar em casa de bobeira). Fico imaginando como será quando não formos só nós dois, quando já tivermos um baby e eu quiser que ele participe das festividades da minha família. Poxa, ficarei pra cima e pra baixo sozinha com meu baby, feito uma mãe solteira, enquanto meu marido bicho-do-mato-antissocial fica em casa coçando ? Espero que, com a chegada de um filho, ele mude de comportamento nesse aspecto pois isso é algo que observo em vários homens, depois de se tornarem pais, eles mudam muito! Tudo bem, alguns não mudam nada e outros mudam pra pior, mas a maioria, pelo menos dos que eu vejo, mudam pra melhor! Se tornam mais companheiros, mais prestativos, mais amorosos, mais sociáveis, mais simpáticos, mais carinhosos, mais generosos, entre outros... Tomara que aqui em casa seja assim! rsrsrsrs

Sobre o ano que vai embora... Bom, 2011 foi um ano bom para mim, muito bom. Eu e meu amor fomos morar juntos em 27/12/2010, ou seja, foi em 2011 que passamos efetivamente a nos conhecer no dia a dia, a ter essa vidinha de marido e mulher, a nos familiarizarmos com essa vida, com esse cotidiano e a harmonizar nossa convivência, experimentando novas coisas e encaixando nossas personalidades e temperamentos para fazer tudo dar certo. E o saldo foi muito positivo! Tivemos momentos maravilhosos, recheados de muito amor, compreensão, lealdade... Incluo aí também os momentos de "tensão", digamos assim. Claro que já discordamos muitas vezes e já tivemos conversas mais sérias por conta disso, mas, graças a Deus, aqui sempre reinou o respeito. Nunca levantamos a voz um para o outro, nunca nos agredimos (nem fisica ou verbalmente). Posso dizer que todos esses momentos serviram e muito para nos fazer crescer, como pessoas e como casal, para equilibrar nosso relacionamento, para nos guiar até onde estamos hoje, nesse caminho de amor, que constitui uma relação saudável e próspera. Espero que em 2012 continuemos assim, melhorando cada vez mais!

Tenho certeza de que nossa vida ficará mais estável em 2012 mas não sei ainda se será a hora certa para engravidar. Provavelmente terá de ficar para 2013. É que 2012 nem nasceu e já promete ser um ano muito atribulado. Terei de focar totalmente no final da faculdade (300 horas de estágio supervisionado, TCC, 4 disciplinas obrigatórias), tudo em apenas 1 ano! Ou seja, será um ano cansativo e que não me garantiria uma gravidez tranquila, como desejo. Daí penso em 2013. Será o primeiro ano em que estarei finalmente livre da faculdade. O primeiro ano em que poderei curtir totalmente, estarei apenas trabalhando, sem a parte da noite ocupada e com o salário melhor. Será que não seria mais sensato aproveitar esse ano o máximo possível, tirar férias e fazer uma boa viagem, a última como casal? Mas ao mesmo tempo eu penso: adiar por mais tempo? Será que eu aguento essa obsessão gravídica até lá? Será que ter um filho é realmente deixar de aproveitar a vida? Será que viagens só são boas sem filhos? Enfim, são muitos "serás" e não tem como responder a essas perguntas sem efetivamente viver tudo isso, ou seja, só verei como é, quando o dia chegar.

Mas meu lema é esse: nesse quesito ter ou não ter (um filho agora), enquanto houver 1% de dúvida, de nada valem os 99% de certeza.

E que venha 2012! Vem com tudo!

Feliz Ano Novo a todos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Tentando equilibrar-me

Estou me sentindo bem! Sei lá, acho que quando tenho muita coisa pra ocupar minha cabeça, pra me distrair, eu acabo desencanando um pouco da "obsessão gravídica" e me sinto leve, feliz! Será que me problema é ócio demais?! hahahaha Impossível, eu já ocupo meu tempo praticamente todo! Trabalho o dia inteiro, estudo à noite e ainda faço curso de inglês aos sábados... Só me sobra o domingo pra descansar um bocadinho.

Fiquei analisando essa questão pra tentar descobrir COMO e AONDE eu encaixo esse obsessão gravídica na minha rotina atribulada. E COMO isso não me convence a adiar de uma vez por todas os planos de ser mãe, afinal, se a rotina é corrida assim, um filho não terá de mim um bom tempo dedicado, atenção e suporte, itens que considero extremamente necessários!

E foi aí que cheguei à conclusão: eu tenho tempo para obsessão gravídica quando estou no trabalho! Enquanto a maioria das pessoas dão aquela "voada" para entrar no facebook, twitter e afins, ou para tomar um café ou para ficar de papo com o colega do outro andar, eu "voo" com a minha obsessão gravídica! Seja na web, através dos blogs e sites especializados, seja fazendo meu planejamento, com minhas infinitas planilhas rsrsrs sim, eu assumo, sou louca. Pensando bem, acho que fico algum tempo por dia "nutrindo" a obsessão gravídica. Estou com medo de isso afetar meu desempenho no trabalho! Porque, se são horas que eu deveria estar trabalhando, enfim, são horas perdidas (no quesito trabalho, porque, no quesito maternidade são horas ganhas hohohoho)

Claro que eu não deixo os prazos passarem. Sei classificar bem minhas tarefas por prioridade e, felizmente, consigo dar conta. Mas eu não queria apenas dar conta, sabe? Talvez, com esse tempo utilizado para "voar" pela obsessão gravídica, eu conseguisse fazer coisas um pouco além do esperado pela chefia, algo diferente, inovador, que chamasse a atenção deles e me colocasse melhor na empresa ou até trouxesse um aumento! Mas não, eu não consigo! Eu não consigo passar um dia sequer sem pensar nisso e daí eu fico meio deprê porque eu penso assim: pô, a maioria das mulheres "curte" sua vida de solteira, depois de casada junto com o maridón, tudo isso sem sequer pensar (pelo menos não do jeito que eu penso) em filhos. Daí, depois de alguns anos eles decidem aumentar a família e a mulher (pq o homem, ainda, nem tanto) fica imersa nesse universo materno, sabendo que isso é por muuuuuiiito tempo, quiçá, para sempre! Daí eu, essa anta de galochas, já estou "imersa" há muito tempo! Conclusão: minha vida praticamente inteira vai ser imersa na maternidade! Antes de ser mãe e sendo mãe! O que eu curti? O que eu aproveitei? Quais as loucuras que fiz na vida sem filhos? Fiquei pesquisando e planejando os filhos?! OMG!

Mas aí eu também paro pra pensar no seguinte: esse negócio de curtir é muito relativo! O que é curtir pra mim? Talvez, aquilo que me faça mais feliz, aquilo que esteja na minha categoria de "curtir" seja realmente uma vida com filhos! Enquanto para uns curtir é dançar a noite toda, tomar um porre, saltar de bungee-jump, viajar de mochilão, namorar/ficar com vários, sexo sem compromisso, alimentação maluca, acordar ao meio-dia etc e tal... para mim, curtição é uma vida tranquila, mansinha! Adoro caminhar na praia/orla, ir ao cinema, jantar fora (às vezes, não constantemente), viajar (destinos tranquilos e não mto longínquos), piquenique, passear em parques e jardins etc e tal. Claro que com criança a vida não é uma maré mansa! Tem imprevistos, birras, teimosias, choros, contrariedades, enfim, nem tudo sai como o planejado! Mas também tenho certeza que tem muita coisa boa, se não, ninguém faria filhos! ahauaha E nem repetiria o "erro" (tendo mais filhos depois de ver como foi). Tenho certeza de que também terei muitos sorrisos, gargalhadas, declarações, abraços, beijos, fofuras e olhinhos brilhando! E isso fará tudo valer a pena!

Acho que tudo o que eu preciso mesmo é equilíbrio... acertar essas "equações" e viver com a certeza de que tudo tem seu tempo e meu tempo vai chegar! E, quando chegar, com certeza eu vou sentir!


PS: mais tarde ou amanhã eu volto para falar/mostrar o resultado da saga "vestido para festa - relato de uma desesperada" rs

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Soluções

Bom, claro que nem tudo se solucionou como num passe de mágica, afinal, minha vida não é nenhum conto de fadas! E que bom que não é!

Quanto ao estágio supervisionado, não tem jeito, vou ter que acumular mais trabalho mesmo. Além das 9 horas que passo na empresa que me emprega, vou ter que utilizar o período noturno para acumular as horinhas de estágio. A má notícia é que farei duas disciplinas nas férias de janeiro, o que vai ocupar praticamente todas as minhas noites, ou seja, vai ficar meio complicado de arrumar tempo pra fazer os dois. Uma solução seria "matar" boa parte das aulas, porém, já fiquei sabendo que os professores que ministrarão as disciplinas são os "chatinhos cobradores de presença" rsrsrs. A boa notícia é que meu Amore já conseguiu um estágio noturno pra mim, perto de casa, com esquema de horário flexível. Só me resta conseguir conciliar tudo! Seja o que Deus quiser!

Sobre a roupa da festa: resolvi arriscar pois o plano inicial deu errado. Eu tinha combinado com minha adorável irmã que ela viesse à minha casa na sexta-feira trazendo alguns vestidos que ela tem em casa para que eu experimentasse e escolhesse algum, caso me servisse. Acontece que, a cabeça de vento, veio e esqueceu os vestidos!!! Aff.... E como ela mora longe, não dava pra voltar e pegar. Portanto, deletei esse plano. No sábado pela manhã, resolvi abstrair da certeza de que o comércio estaria um inferno dada a proximidade do Natal, e me aventurei por algumas lojas em busca de uma roupa decente e que não custasse um rim. Também não deu certo, tudo feio ou caro, ou ambos.

Então parti pro plano C (visto que nem o B funcionou)! Encontrei um vestido bonitinho na internet, preço razoável (em comparação ao que eu andei vendo, esse estava até barato: R$90,00). Só que o vestido era feito sob encomenda e estava muito em cima da hora. Falei com a dona da confecção e ela, uma fofa toda vida, me atendeu super bem e me prometeu encaixar meu pedido em sua maratona "pré-natal" (não, ela não está grávida rs). E, pra melhorar mais ainda, ela está na mesma cidade que eu! (ok, o bairro é meio distante, mas nada que um maridinho de férias não possa resolver kkkk). Então me isentei do frete e do atraso certo dos Correios nessa época e vou mandar o maridex buscar o vestido em mãos. Os prós são muitos mas os contras também existem né. Estou comprando algo sem ver nem experimentar, portanto, é um tiro no escuro! Existe o risco de chegar no dia D, leia-se quinta-feira, véspera da festa, eu colocar o vestido e ficar uma verdadeira bosta! rsrs E aí?! Sento e choro?! Pode acontecer também do tecido não ser como imaginei, de ficar largo, apertado, curto, comprido, brega, vulgar, desarrumada, jeca, sei lá! Enfim, vou correr o risco. Quinta-feira venho aqui contar o resultado da possível desgraça ou redenção rsrsrs.

Segue uma foto do dito cujo. Assim, fora do meu corpo desproporcional, parece perfeito. kkkkkkkk

Eu amei essa cor, mas como ela só tinha preto e eu já fui abusando estava com mega-pressa, topei na cor preta mesmo! Acho que vai ficar bom, preto é um coringa e ainda emagrece kkkk

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Curtas...

Estou na correria, portanto, infelizmente não está dando pra fazer um post decente. Só queria deixar registrado que:

- Estou quase me descabelando após uma reunião ocorrida na última segunda-feira, na minha faculdade. Fiquei sabendo que não tem jeito: terei de trabalhar feito uma escrava voluntariamente em alguma biblioteca no meu super escasso tempo livre para conseguir me formar (quero matar quem inventou a disciplina estágio supervisionado);

- Estou quase desistindo de ir à uma festa de 15 anos para a qual fui convidada. Vai sair mais caro do que uma pequena viagem! rsrs Sem exageros... Esqueceram de me contar quando foi que vestidos de festa passaram a custar um rim!!! E ainda tem a roupa do Amore. E ainda tem o presente da aniversariante!!! Aff... acho que não vai dar. Dá pra acreditar que vi um vestido por R$298,00???? Cara, tem alguma coisa errada com o mundo ou sou eu? O mais barato que achei, foi em loja de departamento, na Riachuelo, e mesmo assim estava R$159,90?! Quando foi que dormi e não vi essas coisas aumentarem desse jeito? Sou da época em que lojas de departamento eram sinônimos de preços populares de verdade! Quase duzentas pila num vestido ainda é uma facada enorme para mim (e olha que consegui a sandália emprestada!).

Acho que isso é culpa do meu total não consumismo! rsrs Tem muito tempo que não compro roupa... Quer dizer, eu até compro mas é roupa pra trabalhar ou roupa bem básica, pro dia a dia. E tudo MUITO barato! Nunca dei mais de R$70,00 numa única peça de roupa (e olha que era um calça jeans, porque se for blusa, R$70,00 tá muito caro!).

E agora, quem poderá me defender?! rsrs

Sábado tenho a difícil missão de sair à busca do bendito vestido "perfeito" (bom, bonito, barato). Pensa no inferno: eu me enfiando no comércio popular, num calor do cão, no último final de semana antes do Natal? Ai meu Deus, dai-me muita força e paciência!

     Se eu achasse qualquer um desses, por menos de R$100,00, já estava perfeito! (só não gostei muito dos brilhos no roxo rsrs)

Fui-me.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O castelo de cartas



Pois é, ele caiu. Percebi que eu estava construindo todo esse meu ideal de maternidade, de família feliz, numa base muito frágil. Era um simples castelo de cartas e, com o mais fraco dos ventos, ele veio abaixo.

Olhando para trás, penso como eu posso ter sido tão boba, tão inocente? Eu estava planejando tudo sozinha e não tinha me dado conta. Vez ou outra eu comentava alguma coisa com o marido e, como eu já mencionei aqui, recebia algo no efeito "morde e assopra", ou seja, ele falava algo que agradava muito e logo depois falava alguma besteira meio "ogra". Claro que eram brincadeiras, mas não eram coisinhas à toa, eram a mensagem que eu devia ter captado. Eram os sinais que diziam que tinha alguma coisa errada ali, que ele estava querendo me dizer que não estava pronto.

Após inúmeras tentativas "sutis" de passar a mensagem sem sucesso, creio eu que, foi identificada a necessidade de ser mais direto. Foi então que, hoje pela manhã, após uma conversa meio "acalorada" sobre nossas divergências na criação de um filho, eu escuto essa, sem tirar nem por: "Não vejo nenhuma utilidade em ter um filho".

Desabei, fiquei muito triste, mas logo vi que, o tempo todo, a tola fui eu. Isso já estava claro desde o princípio. Por via das dúvidas, perguntei, só pra não dizerem que eu inferi algo: "Então quer dizer que, você só tem concordado com o assunto, você só vai ter o filho, no futuro, para me agradar? E ouvi um sono "Sim".

Isso pode até satisfazer algumas mulheres desesperadas pela maternidade, mas a mim não. Para mim não é suficiente um cara topar ter um filho comigo só para me ver feliz. Sei que isso nunca vai dar certo e, mais dia menos dia, vamos ser francos, vai culminar numa separação. Quero um parceiro de vida, um cara que se una a mim nos grandes objetivos da vida e siga pela estrada, mirando aquele alvo, com a mesma garra, a mesma vontade, a mesma paixão. Sei que temos nossas individualidades, como os objetivos profissionais, pessoais e etc, porém, um filho JAMAIS pode ser tido comoum objetivo pessoal, é uma realização do casal e se não for encarada dessa forma, como já disse anteriormente, dificilmente dará certo, dificilmente a relação resistirá a esse "abalo sísmico" que é a chegada de um filho se os dois não estiverem igualmente engajados nesse projeto.

Para mim não basta o fato de que para ele "não fede nem cheira" ter um filho. Seria a mesma coisa que comprar um vaso decorativo que eu amei e para ele não faz diferença? Um filho não é um objeto e jamais será imperceptível para um casal, jamais. Ele entra com tudo, rouba a cena, muda nossas vidas para sempre, não existe essa de "não faz a menor diferença para mim". Ou quer ou não quer!!! E creio que, se for pra analisar bem,ele está mais para o não quer.

Muita gente pode dizer assim: "Ah, mas o marido da fulana também era assim, aliás, até dizia que não queria ser pai, dizia que abominava crianças. E foi só a esposa engravidar que o cara mudou da água pro vinho. E quando o bebê nasceu, nossa, virou um paizão!". Sim, eu sei que esses casos são possíveis e não são raros também. Mas eu vou arriscar? Vou lá, na encolha, "enganar" o meu marido com o AC, engravidar "por acidente" e ver o que acontece? Ah, me desculpe, mas prefiro continuar na dúvida do que querer tirar a prova dos nove envolvendo uma vida inocente.

Concluindo, o plano de "engravidamento", por enquanto, está suspenso. Mas não vamos ter isso como definitivo, lá em casa é assim mesmo, parece até a vinheta da Band News: "em vinte minutos, tudo pode mudar".

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A hora P

Sinceramente, quando eu comecei a ter contato com essa "blogosfera materna", há mais de 3 anos, eu não fazia ideia da existência de toda essa polêmica acerca dos "tipos de parto". Não tinha conhecimento da "batalha" parto normal X parto cesáreo e nem das outras dicotomias que vejo por aí, como por exemplo amamentação X leite artificial etc e tal. E, quando descobri todo esse universo, confesso que fiqueium tanto chocada ao ver como eu era "inocente" e como as coisas aconteciam ali debaixo do meu nariz sem que eu me desse conta.

Para começar, eu nunca sequer cogitei fazer uma cesariana sem uma real indicação. E isso não é opinião formada a partir da blogosfera não! Eu não fui influenciada (diretamente) por ninguém. Eu simplesmente cresci assim. O normal, o natural, pelo menos para mim, era isso. Na minha família 99% das mulheres tiveram partos normais. Se foram partos humanizados, dignos, respeitosos, aí eu já não sei, visto que foram pelo SUS e daí, já sabemos como é na maior parte da rede né: mulher sozinha, largada, ouvindo grosserias da equipe, médico "frio", enfim, todo aquele "pacote SUS"... Mas acho que a mulherada estava até acostumada, achava que isso era o padrão, não sabiam que podia ser melhor... Ninguém reclamava.

Por grande ironia, minha mãe é parte daquele 1% que não teve um parto normal. Mas, tanto ela quanto eu, sempre tivemos claro em nossas mentes que ela caiu no "conto do médico cesarista". Coitada da minha mãe, eu não a culpo. Passou a vida inteira em um orfanato, saiu casada e menos de um ano depois, estava grávida. Que informações ela tinha? Não existia google, nem blogs. As revistas só falavam sobre quartos e enxoval. Que referencial ela tinha? Perdeu a mãe aos nove anos, mas sabia que ela tinha tido um parto instantâneo e "quase indolor", portanto, tinha até a esperança de ter "herdado" essa manha de "parideira" da mãe. Mas, aos 9 meses de gestação, vem aquele doutor sabetudo, dono da verdade, dizendo que o bebezinho dela (eu) está em sofrimento, com batimentos fracos, pode até morrer! O que ela vai fazer? Peitar o médico e dizer: "você está mentindo! Vou pagar pra ver! Vou pra casa deitar tranquilamente e esperar meu TP e se meu bebê realmente morrer aí eu concordo que o senhor estava certo?!" Comoassim?! E assim eu nasci. De cesárea. Sem TP. Sabe-se lá se já tinham 38 semanas de gestação (se as ultra hoje não são precisas, imagina as dos anos 80? Nem conseguiram ver meu sexo!). E hoje? Olha, saudável eu sou, mas tenhoasma. Será que tem alguma relação? Será que nasci com os pulmões prematuros? Nunca iremos saber. E, just in case, eu nem contei esse negóciopra minha mãe (dos pulmões imaturos, da cesárea, da asma), porque sinceramente, pra que faze-la sentir (mais) culpa, né?

Então que, para mim, a única opção para um parto saudável, fruto de uma gestação saudável e de baixo risco, sempre foi o normal. Mas eu desconhecia as outras vertentes, até porque, as minhas tias que tiveram parto normal, nunca entraram nos detalhes, nos pormenores como anestesia, episiotomia, tricotomia etc. Vai ver que elas até desconheciam esses procedimentos, nem sabiam que tinham nomes, não sabiam sequer que foram feitos! E pior, vai ver nem sabiam que poderiam ter sido evitados! É triste, mas é a realidade. Tiveram seuscorpos tocados, invadidos, revirados, por médicos que sequer sabiam seus nomes sem olhar na prancheta, que sequer lhes dava bom dia, quer sequer narrava os procedimentos que executava nos corpos DELAS e, com certeza, sequer lhes dava a opção de escolher pela realização ou não de um procedimento ou pela posição de parto.

Dito isso, quando entrei nessa grande mundo materno virtual, eu realmente vi como as coisas estavam funcionando. Vi que meu tão sonhado parto normal não era tão simples quanto eu imaginava. Não seria simplesmente entrar num consultório e conversar com o médico sobre os meus desejos, criar um plano de parto, ter liberdade para gestar e parir. Não, não seria assim. Dependendo do médico escolhido, jána primeira consulta, vem a IMPOSIÇÃO: "não faço parto normal, só cesárea agendada". Oi?! Eu entendi bem? Estou com 8 semanas, o senhor está me vendo pela primeira vez, sequer me examinou e já está dizendo que vou pra faca? Ah, que legal. Não muito obrigada. PRÓXIMO. Mas sabe que eu até prefiro esse primeiro tipo? Pelo menos ele é sincero logo de cara e não te faz perder tempo. Se você está realmente buscando um parto normal, vai pular fora desse cara logo na primeira consulta, lhe garantindo mais tempo hábil de achar um médico afinado com seus desejos. Agora, o que me dá mais ÓDIO, são aqueles médicos que passam a gestação inteira enganando, sacaneando a paciente. Ficam falando que vão fazer o parto normal que ela quer, ou vão evitando o assunto parto até o finalzinho, para quando chegar a hora oportuna, leia-se 38 semanas, começar o terrorismo pra garantir a cesárea. Começam a INVENTAR um monte de falsas indicações de cesárea, a aterrorizar a gestante (como fizeram com minha mãe) falando que o bebê está em perigo, até conseguir marcar a cirurgia. Sinceramente, para mim isso é CRIME, uma absurda falta de ética, mentir para o paciente para atender seus próprios interesses. Agora me diz, qual a mãe, principalmente de primeira viagem, que vai, a esta altura do campeonato, ir contra o seu médico e procurar outro, desconhecido? A maioria não faria isso, mas eu faria. Eu iria para o SUS, iria para qualquer lugar parir com o plantonista, mas não iria cair nas garras de um cesarista safado.

Mas eu espero não ter que fazer isso nas últimas semanas de gestação. Eu espero ter uma gestação tranquila e conseguir, desdeo comecinho, o tipo de acompanhamento de confiança, em linha com minha vontade de parir, que esteja comigo durante toda a gravidez e não me traga essas "surpresas" como descrito acima.

Na verdade, meu sonho mesmo seria um parto domiciliar. Mas cara, o lado financeiro pega muito. Fiquei contente quando a Nine me disse que no no Sudeste dá pra achar equipes humanizadas por valores razoáveis, menores do que eu tinha imaginado. Se eu encontrar uma equipe dessas aqui na minha cidade, apertando um bocado, acho que consigo pagar. Tomara que eu ache! A minha GO é boa, e não parece cesarista (nem do tipo descarada nem do tipo enganadora rsrs), mas sei que, parindo com ela, dificilmente eu vou conseguir me livrar da cascatade intervenções. E os procedimentos com o bebê? E se não me derem ele na hora pra mamar? Na minha casa eu teria toda a liberdade de fazer tudo isso... Ai, dúvidas, dúvidas!

No próximo post eu detalho essa questão do parto natural hospitalar X parto domiciliar, que tanto me aflige!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O custo é relativo



Creio que, toda vez que alguém pensa em filhos, uma das primeiras coisas que venha à cabeça seja o fator financeiro. E aí, chega-se à fatídica pergunta: quanto custa ter/criar um filho? Existem várias matérias por aí que "calculam" e te dão o valor total de gastos que os pais terão para criar um filho até a faculdade. Já vi valores que vão dos 400 mil reais até 1 milhão!!! Sinceramente, acho isso uma grande besteira. A criação de um filho, mesmo que do ponto de vista financeiro, não é e nunca será uma ciência exata. Como tudo que envolve seres humanos, é de uma complexidade tremenda.

Primeiramente, a "classe social" (detesto essa divisão, me lembra castas) da pessoa influencia muito, seu nível de renda etc e tal. Mas, mesmo entre pessoas com o mesmo poder aquisitivo, podem existir diferenças gritantes no que diz respeito aos gastos com relação aos filhos. Os valores e crenças, o posicionamento com relação ao consumismo, o nível de "luxo" com o qual a pessoa acredita que precisa viver, tudo isso influencia muito!!! Mesmo uma família com uma renda bacana, pode optar por pagar uma escola mais barata ou pode até encontrar uma boa escola pública e matricular o seu rebento!

No meu caso, por exemplo, independente da minha faixa salarial, existem certos valores intrínsecos que não mudarão. Eu e meu esposo não somos consumistas e, portanto, não passaremos um "espírito consumista" para nossa família. Claro que pretendo dar muito conforto, qualidade de vida, educação e saúde pros meus meus filhos, isso não está em questão. O que ponho na lista do desnecessário são excentricidades, coisas supérfluas, brinquedos se amontoando nos cantos, roupas que acabam nunca sendo usadas pois a criança cresceu antes da oportunidade de vesti-la, roupas carésimas que serão usadas poucas vezes... não entra na na minha cabeça pagar, numa peça de roupa para um filho, mais do que pago numa peça para mim! A minha roupa gasta muito mais pano! Rsrs E será usada por muito mais vezes, visto que eu não cresço mais só se for pros lados rsrsrs. E olha que minhas roupas são bem baratinhas hehehe...



Eu ainda não posso por em prática o meu "anti-consumismo" materno, mas já comecei pelo enxoval! Eu A-MO fazer listas pra tudo (até a do supermercado, faço toda semana, com um sorriso de orelha a orelha hahahaha), portanto, é CLARO que minha lista de enxoval já tá esboçada ahuahauahauha.

Sendo assim, vou fazer o "enxoval inverso". Vou colocar aqui os itens que risquei do meu enxoval inicial depois de passar a minha "peneira fiscalizadora do consumo desnecessário" rsrsrs. Temos que concordar que o comércio e a indústria existente ao redor das grávidas e mães são cruéis. Eles se aproveitam desse momento frágil da mulher, sobretudo da mãe de primeira viagem, inexperiente, pra "empurrar" essa enxurrada de tranqueiras inúteis, tidas como "essenciais", só porque são fofos ou porque todo mundo tem. Que mãe quer um enxoval falho para seu filho? Que mãe quer deixar seu filho passar por problemas pela falta de um item no enxoval? Aproveitando-se dessa visão materna, de querer dar tudo "do bom e do melhor" pra sua cria, essas grandes empresas estão por aí enchendo os bolsos.

Então, vamos ao que interessa. Itens que risquei do enxoval (lembrando que essa é uma lista pessoal, de modo algum estou condenando quem compra/usa qualquer um dos itens, até porque, a maioria dos itens não fará falta na minha realidade, e eu posso mudar de ideia, é claro,mãe sempre recebe de volta aquelas cusparadas que deu pro alto antes de parir kkkkkkkkkkkkkkkk).

1) Berço -pra alguns pode ser chocante, mas vou explicar: moramos num apê super mega pequeno, portanto, o baby não terá seu próprio quarto e teríamos que espremer muito pra acomodar um berço em nosso quarto. Mas o fator que pesou mais nessa decisão foi a nossa intenção de aplicar a cama compartilhada.

2) Cômoda / Guarda-roupa -mesma explicação do berço: o baby não terá um quartinho, portanto, dividirá armário conosco =D

3) Banheira -usaremos apenas banho de chuveiro e/ou balde

4) Cortina / abajur / kit higiene etc - todos esses apetrechos decorativos que só fariam sentido se o baby tivesse um quarto próprio. Pois é, como eu digo pro marido: esse negócio de morar em casa pequena é muito econômico kkkkkk O fato de ficar todo mundo juntinho cortou muitos itens do orçamento enxovalístico. Quanto ao kit higiene, vai existir um, mas não vai ser um daqueles carésimos, todo cheio de frufru. Vou comprar uns potinhos em mdf e eu mesma decorar, o que vai gerar um custo MUITO menor.

5) Carrinho - Ok, esse não é definitivo. Talvez eu use sim o carrinho. Mas, de qualquer forma, não entra na minha conta porque não sairá do meu bolso hahahaha. Minha mãe escolheu o carrinho para dar o "presente de vó".

6) Lembrancinhas e etc - essas coisinhas que damos no chá de bebê ou quando nasce, sabe... Ainda não sei se terá mas, caso tenha, será algo mega barato e feito por mim. Mas tem que obedecer o critério de ser minimamente útil, não adianta dar algo que a pessoa vai mandar pro lixo, daí só serviu pra poluir o planeta.

7) Sapatos - não tem muito o que explicar: RN's não andam, não pisam. Meias bastam. Sapatos são meramente decorativos e filho meu não é boneco pra eu ficar "enfeitando". Quero o baby o mais confortável possível, já basta aquela fralda abafando o bumbum dele! Rs... Abro uma exceção pros sapatinhos de lã (que minha tia faz e com certeza vai me presentear com alguns), porque eles cumprem a função das meias, não possuem solado duro.

8) Chupetas e mamadeiras - pretendo amamentar. Mas não é algo assim, ah se der tudo bem, se não der deixa pra lá. QUERO MESMO amamentar. Vou batalhar por isso, caso seja preciso. É claro que, como toda mulher, sonho que seja simples, sonho em colocar o baby na teta logo após o parto e que ele sugue na hora, com a pega perfeita! Esses casos são poucos mas existem, o meu pode ser um deles, mas tenho que estar muito bem informada e preparada pra tudo. Portanto, não vou comprar nenhum bico antes do bebê nascer para não sucumbir à vontade de dar no momento do desespero. E outra coisa: eu não tenho dinheiro para sustentar um filho à base de NAN! Rsrsrsrs.... É sério mesmo, é impraticável.

Bom, tem mais coisa, mas o post já está muito longo, vou parar por aqui. Já coloquei os principais itens e os mais caros também. Desse modo, pasmem, o enxoval inicial que estava em cerca de 6.000 reais (eu disse SEIS MIL REAIS!), caiu para 1.500 reais!!! SIM, isso mesmo!!! Caiu para um quarto do valor! Uma queda de 75%!!! Acho que, após ouvir isso, a maioria das pessoas entende porque, mesmo pobre, eu me sinto capaz de criar um filho kkkkkkkkkk.